Resenha #1 - Caixa de Pássaros - Josh Malerman

22 agosto 2015


Título: Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 272
Sinopse: Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.


Nunca tive coragem de ler livros de terror, mas quando vi a capa deste livro resolvi arriscar. Comecei com o pé direito, o livro é ótimo! A narrativa de Josh me prendeu, li o livro de uma vez só, não consegui largar!

A história me ganhou! Um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. O medo do desconhecido, do inimaginável, do que não podemos ver, mas sabemos que está lá. O terror no livro é muito mais psicológico e traz tensão do início ao fim.

Li o livro no Kobo. Ganhei um vale livro de cortesia na Turnê da Intrínseca, e escolhi ele.


Em Caixa de Pássaros, acompanhamos a trajetória de Malorie em um mundo pós-apocalíptico. Tudo começa quando as pessoas têm do nada, um acesso de loucura, raiva, e atacam quem estiver por perto e depois se matam. São mortes horríveis. E aparentemente, o surto começa quando a pessoa vê alguma coisa. Ninguém sabe dizer o quê é, afinal, quem viu está morto agora.

A história é narrada com capítulos alternados entre o presente e o passado, até chegarmos ao encontro das duas narrativas no final. O modo como o autor explorou a narrativa alternada foi o que me deixou mais tensa, eu queria ler tudo rápido para saber como foi que as coisas aconteceram até chegar no presente.

As pessoas começam a não sair de casa e a cobrir as janelas com cobertores, tábuas, tudo que possa impedir de olhar para fora. Com o tempo não tem mais pessoas na rua, e o único meio de comunicação, que ainda funciona, é o telefone fixo. As pessoas não sabem mais nada do mundo exterior. Quem decide sair de casa, sai com os olhos vendados ou de olhos fechados. Ninguém sabe direito o que são essas coisas e porque as pessoas se matam depois que elas a olham.

Há quatro anos, Malorie vai até uma casa e ali encontra abrigo junto a um grupo de pessoas. A tensão no livro não se deve apenas ao medo do que está lá fora, mas ao medo da fome, do incerto. As pessoas ficam dentro das casas fechadas sem olhar para a rua, e isso afeta também, aos poucos, suas mentes.

O homem é a criatura que ele teme.

Enquanto acompanhamos a saga de Malorie, para viajar para um local seguro, com seus dois filhos, os acontecimentos ficam cada vez piores. Me senti, junto com as personagens, angustiada. Era como se eu, também, estivesse vendada. A tensão tomou conta de mim por não poder enxergar, por não entender o que estava acontecendo.

O que me incomodou foi o fato de ficarmos sabendo poucos dos personagens secundários. Malorie foi a mais explorada e fica evidente seu crescimento no decorrer da narrativa, e achei isso ótimo, mas eu queria saber também mais sobre os outros personagens. Não ficamos sabendo muito sobre o que acontece no mundo, nem o que as criaturas querem. Essas partes foram pouco exploradas.

Algumas perguntas ficaram sem respostas, o que é uma pena, mas isso não supera os pontos positivos do livro e o fato que eu o adorei!

Com certeza vou ler mais livros desse gênero. Super recomendo! É de tirar o fôlego!



2 comentários

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