Resenha #59 - A Condessa Sangrenta - Alejandra Pizarnik

24 outubro 2016

Título: A Condessa Sangrenta 
Autora: Alejandra Pizarnik 
Editora: Tordesilhas
Ano: 2011
Páginas: 60
Para saber mais: Skoob
Sinopse: Novela de terror inspirada na vida da condessa húngara Erzébet Báthory, condenada pelo assassinato de 650 jovens mulheres com requintes de crueldade.Vários dos tormentos aos quais as jovens foram submetidas são descritos no livro. Primeira obra da autora publicada no Brasil. Posfácio de João Silvério Trevisan (autor de Ana em Veneza e Devassos no Paraíso). Ilustrações do argentino Santiago Caruso.

Sobre o livro

Erzébet Báthory, uma condessa húngara, ficou famosa por “torturar e assassinar” mais de 650 moças virgens. Isso tudo porque ela acreditava que o sangue dessas mulheres a manteria jovem e bela para sempre.

Em 1574, aos 11 anos, Erzébet fica noiva do conde Ferenc Nádasdy e vai viver no castelo dos Nádasdy em Sárvár na Hungria. O conde é militar e por isso viajava muito. Com a morte do conde, a condessa vai morar em outro castelo da família e algum tempo depois conhece uma mulher chamada “A bruxa”. Com isso, sua perversão ganha força e as torturas são mais frequentes.

Em 1610, as investigações começam, e Erzébet é levada a julgamento. Como prova de seus crimes, é apresentado um diário, que foi encontrado nos aposentos da condessa, no qual contém os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a sua própria letra.

Seus cúmplices são condenados à morte, Ficzko é decapitado e queimado, Dorka, Helena e Erzsi são queimadas vivas. Apenas Katarina é liberada e sua vida poupada. Erzébet Báthory é condenada à prisão perpétua, em solitária, em seu próprio quarto.

Durante os três anos em que permanece ali, fica sem contato com o exterior. É encontrada morta em 21 de agosto de 1614. A data exata da sua morte não é certa, já que são encontrados no aposento vários pratos de comida intactos.



Minha opinião

Mesmo sendo um livro fino, com 60 páginas, a edição é muito linda. A capa é dura marrom com jacket. Se prestarmos atenção, veremos uma referência a uma das máquinas de tortura utilizadas, a “Virgem de Ferro”, e que ela insinua um corpo de mulher. São 12 capítulos, com detalhes simples, porém bonitos. Em todo o livro, ilustrações acompanham e introduzem os fatos narrados. As ilustrações são tão bonitas que parecem quadros. Todas em tons de cinza com detalhes em vermelho.

Em suas poucas páginas, temos um breve relato sobre sua vida, adolescência, casamento e sua viuvez precoce. Porém, o foco do livro é a obsessão de Erzébet pela beleza e seus métodos de torturas. A escrita da Alessandra é intensa e quase poética, porém de simples entendimento. As descrições das torturas, juntamente com as ilustrações, parecem sair das páginas. Impossível não ficar chocado e perturbado com a frieza de como tudo era planejado e desenvolvido.


Apesar do seu prazer, ao presenciar todo esse sofrimento, a condessa não colocava a “mão na massa”. Toda a crueldade era feita por quatro empregados, que também sofriam nas mãos de Báthory: Janos, um jovem demente mental que ajudava no ocultamento dos cadáveres e no funcionamento dos instrumentos de tortura, Helena Jo, ama dos filhos de Isabel e enfermeira do castelo, Dorka, uma velha governanta, e Katarina Beneczky, uma jovem lavadeira acolhida pela condessa.

Os métodos de torturas são bárbaros e horríveis. Na “Gaiola Mortal”, a vítima fica dentro de uma gaiola cheia de espetos, sendo cutucada e sangrando até a morte, enquanto a condessa, embaixo dela, é banhada com o sangue que cai.

No posfácio, o jornalista João Silvério Trevisan faz uma relação de tortura à barbárie contemporânea da civilização. Quando acabei o livro, imediatamente fui saber um pouco mais sobre essa história doentia, pois todos os fatos narrados no livro não são abordados com profundidade. Fiquei bem surpresa em descobrir mais coisas cruéis sobre Ezérbet.

Quer saber mais sobre a Condessa? Assista ao vídeo!


Postagem da 

4 comentários

  1. Oie!!!

    Gente... que livro horrível (a trama kkk)
    É perfeito pra ler no Halloween pois é muito cruel e sangrento, e essa edição tá mais que perfeita com essas ilustrações.
    Acho que vou dar uma chance e provavelmente me borrar todo com os meios de tortura descritos kkkk
    Meio doida essa mulher!

    Abraço.

    ResponderExcluir
  2. é, a mulher não 'brincava em serviço'... sempre fui fascinada pela história dela e quando vi esse livro, desejei de imediato ter na estante... a capa é muuuuito sugestiva, lindíssima... a editora tá de parabéns... e como é curtinho, leria super rápido... as imagens são lindas tbm...
    bjs

    p.s: tem uma referência a essa gaiola numa cena de O albergue 2[só não tem a gaiola, mas de resto... u.u] hehehe

    ResponderExcluir
  3. Que livro massa, a historia é interessante a capa é linda e as ilustrações maravilhosas. Talvez ser curtinho seja apenas mais um charme para ele. Ameii
    http://www.facesemlivros.com/

    ResponderExcluir

Oi pessoa leitora, fico muito feliz com sua visita. Não esqueça de deixar um comentário me contando o que achou do post e do blog!

Dicas e opiniões são sempre bem vindas!

Obrigada pela visita e volte SEMPRE!!