Lê Lendo Lido no cinema #8 - Assassin's Creed

12 janeiro 2017

Elenco: Michael Fassbender e Marion Cotillard
Gênero: Ação
Distribuidora: Fox Filmes
Classificação: 1 anos
Duração: 1 minutos
Estreia: 19/01/2017
Direção: Justin Kurzel
Ingresso cedido pela Espaço/Z para cabine de imprensa. 
Sinopse: Por meio de uma tecnologia revolucionária que destrava suas memórias genéticas, Callum Lynch (Michael Fassbender) experimenta as aventuras de seu ancestral, Aguilar, na Espanha do século XV. Callum descobre que é descendente de uma misteriosa sociedade secreta, os Assassinos, e acumula conhecimentos e habilidades incríveis para enfrentar a organização opressiva e poderosa dos Templários nos dias de hoje.



Criado pela UbisoftAssassin's Creed é uma série de jogos eletrônicos de ação-aventura, nos quais as histórias de cada jogo se passam em um período histórico diferente. A série consiste atualmente em nove jogos principais, além de outros jogos secundários. Em 2009, foi publicado o primeiro livro baseado no jogo, que só chegou no Brasil em 2011, e, agora, em 2016, a série chegou nas telas dos cinemas.

Nunca joguei ou assisti a alguém jogando Assassin’s Creed, por isso até a divulgação do filme eu não sabia nada sobre a história. Confesso que quando descobri, gostei muito! Sendo assim, minha crítica do filme é limitada ao que vi no cinema.

Sobre o filme

Callum Lynch (Michael Fassbender) está no corredor da morte. Quando tudo parece ter acabado, ele acorda em uma sala com a Dra. Sofia Rikkin (Marion Cotillard). Ele está na Fundação Abstergo, em Madri, na Espanha. Rapidamente, ela explica os motivos de ele estar ali e porquê precisa dele vivo.

Lá, Cal é submetido ao Animus, uma máquina que busca, através de memórias genéticas de uma pessoa, informações sobre seus ancestrais. Por ser o único descendente direto de Aguilar de Nerha, um membro do Credo dos Assassinos, na Espanha do século XV, Call é colocado na máquina para descobrir onde Aguliar, a última pessoa, que se sabe, a ter o objeto em mãos, escondeu a Maçã do Éden

Dentro desse artefato está o segredo do livre arbítrio. Quando tiver a maça em mãos, Alan Rikkin (Jeremy Irons), pai da Dra. Sofia, juntamente com os Templários, irão utilizá-la para erradicar o livre-arbítrio. Mas para que tudo ocorra como planejado, eles precisam convencer Callum a entrar no Animus por livre e espontânea vontade e descobrir onde está a Maçã do Éden. 


Minha opinião

Conseguimos ter uma ideia dos Templários e do Credo dos Assassinos, porém senti falta de mais informações. Há uma boa introdução sobre essas sociedades secretas, contudo, seus propósitos e seu funcionamento como um grupo que luta por um objetivo mal foi mencionado.

Adorei o funcionamento do Animus. A máquina é ligada à pessoa, que entra em uma espécie de realidade virtual com base em suas memorias genéticas, e tem um braço mecânico, que permite o usuário fazer os mesmos movimentos de seu antepassado. O interessante é que as pessoas que estão fora conseguem ver a cena que está passando pela cabeça de Cal quando ele está sob o efeito da sincronização. Só não entendi porquê Callum usava as luvas de Aguilar quando entrava no Animus.

O Salto de Fé, pulo no qual o assassino pula de um lugar extremamente alto e se salva, ficou muito bonito na tela. Mas acontece sem maiores explicações, o que frustra um pouco. Outro elemento pouco explorado é a Maça de Éden, que só ficamos sabendo o básico sobre ela. Pelo que entendi a luta entre os Templários e os Assassinos por ela é muito antiga, então seria, de repente, assunto para um próximo filme explorar. 


Fassbender no começo era uma confusão só. Callum é atormentado pelo passado, e suas ações no filme vão ser em torno delas. Porém quando tudo está aparentemente resolvido “dentro” dele, seu personagem ganha ritmo e consistência. Dra Sofia Rikkin não me convenceu. Sua atuação está sem graça e sem vida. As próprias explicações dadas por ela sobre a violência e sobre a máquina são dadas sem entusiasmo.

Aguilar e Maria (Ariane Labed) ganharam meu coração! Mesmo sendo personagens que vemos lutando e fugindo praticamente o tempo inteiro, conseguimos ver a sincronia perfeita entre os dois, o que não acontece entre Callun e Sofia. Queria um filme só deles. Não posso esquecer do Dr. Rikkin (Irons). Nem sei por que esse homem está no filme. Seu papel foi mais para introduzir o objetivo da busca pela maça, fora isso, entrou mudo, saiu calado! 

As cenas de luta e as com os personagens correndo sobre cordas e construções são ótimas. As tomadas feitas no cenário da Espanha ficaram de mais. Com mudanças rápidas de quadro temos ora tomadas aéreas, ora tomadas na chão. Ficou muito dinâmico e bonito de ver. As mudanças entre os cenários do passado e do presente tão um tom de sincronia entre Callum e Aguilar. Sem falar na Lâmina Oculta, que ganhou todo o destaque que merece. Já virou minha arma favorita!

O filme cumpre seu propósito. Acredito que o público que não conhece o game ou os livros ficará satisfeito, pois as informações básicas sobre todos os elementos estão ali. Contudo, acho que os fãs do jogo sentirão falta de um aprofundamento maior de algumas informações. Assassin’s Creed é um ótimo filme de ação que peca em detalhes de aprofundamento de personagens e de explicação de acontecimentos, servindo mais como um primeiro filme que introduz o telespectador nesse novo mundo. Torço para que tenha mais filmes sobre a franquia. 


Trailer



5 comentários

  1. Oi Lê,
    Vi Assassins Creed nesta sexta. Gostei mas não fiquei empolgado com o filme.
    Os momentos em que Cal está conectado ao Animus são as melhores cenas do filme. Conheço o game, mas não curto muito. O meu problema com o filme foi não ter comprado a ideia da Maçã do Éden conter o código do livre arbítrio e que esse código poderia acabar com a violência humana. Tem tudo a haver com os Templários, mas ficou um pouco sem nexo.
    Dei 3 folhas/estrelas.
    Beijos,
    André, do Garotos Perdidos
    Tem sorteio de 2 livros rolando lá no blog. Não deixe de participar :}

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  2. Olá,
    Desconhecia sobre o filme e achei bem interessante a premissa. Já vi meu irmão jogando um pouco mas é isso que sei sobre a franquia rsrs
    Acredito que o filme seja uma excelente forma de introdução a todo esse mundo criado e achei intrigante a máquina Animus e seu funcionamento. Assim como você, creio que quem já está inserido nesse universo pode sentir falta de um maior aprofundamento.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  3. Eu ainda não assisti o filme, mas confesso que as minhas expectativas estão bem baixas por conta do trailer. Eu realmente espero que seja um bom filme pra mim.

    http://laoliphant.com.br/

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  4. Enquanto lia suas opiniões, fiquei pensando se esse não era um filme para os fãs da franquia... É que os jogos são tão completos, com tanta história neles que, para quem joga muitas coisas poderiam ficar bem repetitivas, sabe?
    Por outro lado, acho que deveria ter mais explicações, até para que quem assiste sem ter jogado (ou lido) se interesse mais e embarque na franquia...
    Estou querendo muito ver o filme...
    Beijinhos,
    Lica
    Amores e Livros

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  5. Oii flor, tudo bem?

    Adorei a resenha! Ainda não vi o filme, apesar de ter muita vontade. Não jogo o videogame, então acho que as chances de eu me desapontar são pequenas.

    Beijos!

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