Resenha #70 - Um Tom Mais Escuro de Magia - V. E. Schwab

25 janeiro 2017

Título: Um Tom Mais Escuro de Magia
Título Original: A Darker Shade of Magic
Série: Um Tom Mais Escuro de Magia 
Autora: V. E. Schwab
Editora: Record
Ano: 2016
Páginas: 420
Para saber mais: Skoob

Sinopse: Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.




Um Tom Mais Escuro de Magia é o primeiro livro da trilogia homônima. O segundo, A Gathering of Shadows, foi publicado em 2016 nos EUA e deve ser publicado no final do ano aqui no Brasil, e o terceiro, A Conjuring of Light, vai ser publicado ainda esse ano lá na terra do Tio Sam. 


Sobre o Livro

Kell é um Antari (Mago que consegue viajar entre mundos paralelos). Embaixador da Londres Vermelha, ele viaja uma vez por mês pelas Londres para trocar mensagens com o rei e com a rainha da Londres Branca. Isso acontece desde que as portas de todas as Londres foram fechadas, sendo que somente os Antaris são capazes de ultrapassá-las. Além de Kell, Holland, Antari da Londres Branca também faz esse trabalho.

Ao total são quatro Londres diferentes, as quais Kell nomeou conforme suas características. Londres Cinza: onde a magia foi esquecida. Londres Vermelha, lar de Kell, tem cheiro de flores e um rei justo. Aqui a magia vive em harmonia. Londres Branca: sob domínio dos irmãos Athos e Astrid, os cidadãos da cidade são violentos e tem sede de magia. Um lugar onde a magia está quase perdendo o controle, devido ao desejo de poder do rei a da rainha. Londres Preta: há anos suas portas foram lacradas. Dizem que foi consumida pela magia.



Kell tem um segredo: é um contrabandista. Quando faz suas viagens, leva objetos de uma cidade para outra, trocando os objetos com “colecionadores”. Contudo o transporte de objetos entre as Londres é ilegal. No dia que Kell decide que não fará mais trocas, uma mulher implora para que ele leve até a Londres Cinza uma encomenda. Somente quando começa a ser perseguido, o mago percebe que foi enganado e que, na verdade, o objeto é uma relíquia da Londres Preta. Em sua fuga, o artefato é roubado por Dalilah Bard (Lila), uma ladra da Londres Cinza.

Assim tem início a saga de Kell para devolver o artefato a seu local de origem. É claro que ele terá ao seu lado Lila, que deseja, além de conhecer as outras Londres, viver uma grande aventura.

“Se o vermelho era a cor da magia em equilíbrio, da harmonia entre o poder e a humanidade, o preto era a cor da magia desequilibrada, desordenada e sem limites.”



Minha opinião

Adorei o enredo. Os quatro mundos paralelos, o sistema de magia e o funcionamento de cada Londres dão ritmo a trama. Com o andamento da leitura vamos aprendendo sobre cada cidade e sobre a magia. O fato de ela estar ligada ao sangue trouxe à história cenas de ação ótimas. Sem falar que a própria magia é como se fosse uma personagem. Aqui ela possui vontades e um poder incrível.

Temos uma visão bem abrangente de tudo que está acontecendo, pois a autora não focou a narrativa somente em Kell, mostrando diversas situações que envolvem os outros personagens. Isso faz com que a trama fique bem encadeada e que os acontecimentos façam sentido. Schwab tem uma escrita simples, porém muito intensa. Os capítulos curtos facilitam a leitura, fiquei imersa na história, terminando o livro de forma rápida.

Os personagens são bons, mas conhecemos pouco sobre eles. Acredito que a autora deve explorar mais o passado e as motivações deles nos próximos livros. Kell foi criado como filho da realeza, porém tem questões internas sobre o verdadeiro motivo de ter sido criado como filho do rei e da rainha. Ele considera o príncipe Rhy seu irmão, e realmente vemos seu amor pelo herdeiro do trono. Eu gostaria de ter visto mais os dois juntos. O passado de Kell é desconhecido para ele, muitas vezes o vemos perturbado com isso. Até as trocas ilegais, ele não sabe explicar por que as faz. Por ter sido criado em um mundo com harmonia, o mago não gosta de violência e nem sabe o tamanho do poder que tem.














Já Lila é uma personalidade muito forte e marcante. Teimosa, orgulhosa e muitas vezes sarcástica. Morando nas ruas desde pequena, ela roupa para viver. Seu passado também tem uma dose de mistério. Em alguns momentos, Lila parece ser mais forte que o próprio Kell.

Holland é o segundo Antari. Ao contrário de Kell, ele serve a reis violentos em uma Londres tomada pela pobreza, onde a ânsia pela magia consome seus cidadãos. Mais uma vez senti um mistério envolvendo o passado de um personagem. Dá para sentir que a vida de Holland é muito sofrida. Fiquei querendo saber mais sobre ele e sobre os reis irmãos gêmeos Astrid Dane e Athos Dane.

Cada Londres, apesar de geograficamente iguais, tem suas características próprias, e seus habitantes falam línguas diferentes. Além disso, elas têm cheiros próprios: Londres Vermelha de flores, Londres Cinza de fumaça e Londres Branca de sangue.

Apesar de ser o primeiro de uma trilogia, o livro tem um final bem fechado, podendo ser lido como livro único. Mas é claro várias pontas ficam soltas e muitas perguntas ficam no ar. Um Tom Mais Escuro de Magia é uma ótima fantasia urbana, que me encantou.


8 comentários

  1. Oi, Lê. Vi sobre esse livro recentemente e confesso que foi o primeiro livro da fantasia que me chamou atenção durante muito tempo. Amo livros que falam sobre magia já que sou teamHP, por isso estou bem ansiosa para conhecer o livro.
    Abraços, http://leitoraencantada.blogspot.com.br/

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  2. Olá, tudo bem?
    Vi muito esse livro em uma edição do "Turista litrário", e confesso que não tinha me interessado, até agora, a sua resenha está bem detalhada e prende o leitor do começo ao fim.
    Dica anotada, um beijo.

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  3. Gostei da resenha, adoro livros que envolvam magia, com certeza vou dar uma olhada nesse livro.
    Beijos

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  4. Olá, tudo bem?
    Que capa mais linda, fiquei com vontade de ler assim que vi essa capa maravilhosa haha gostei da premissa, embora faça tempo que eu não leia algo do gênero. Espero poder ler em breve. Beijos <3

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  5. Oi, Lê!

    Olha, eu tenho esse livro. Estava doida pra ler e comprei assim que foi lançado. O problema foi que, quando comecei a leitura, me decepcionei um pouco, pois a história não era como eu esperava. Li até metade e abandonei. Não é pra mim, não. Tanto que até já troquei no Skoob. :)

    Beijos!

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  6. Olá!
    Uma trilogia que não conheço... já quero!!
    Um protagonista contrabandista me remeteu ao Han Solo do Star War (amoooo!). Esse enredo sobre as quatro Londres também prendeu minha atenção.

    Beijos!
    Gatita&Cia.

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  7. Olá
    essa capa é linda e parece ser um livro e tanto mas não sei se é algo que eu leria por agora pois não é o que procuro no momento, mesmo assim muito boa a dica

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  8. O livro parece ser muito bom, mas confesso a você que não me atraiu muito. A capa é bonita e chama a atenção, mas a história em si não faz meu estilo. http://flornooutono.blogspot.com.br/

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