Entrevista com Andrea Killmore + Sorteio de Bom Dia, Verônica

07 março 2017

Vocês que acompanham o blog, sabem como eu gostei de Bom dia, Verônica. Minha última leitura de 2016 fechou o ano com chave de ouro. (resenha aqui). Hoje, a convite da DarkSide trago uma entrevista super interessante com a autora mais misteriosa do momento, Andrea Killmore. A entrevista está muito legal, adorei as respostas afiadas da autora. Foi ótimo saber mais sobre sobre ela e sobre a obra.

Desde o momento em que Bom Dia, Verônica foi revelado, muitos se perguntaram quem é Andrea Killmore, a mulher que demonstrou um imenso talento para prender os leitores do começo ao fim em sua impressionante obra. Protegida sob um pseudônimo depois de sofrer uma grande perda pessoal, ela se entregou à literatura e foi recebida de braços abertos pelos darksiders.

A identidade de Andrea Killmore é um verdadeiro mistério. E, assim como todo bom mistério, muitas pessoas querem desvendá-lo. Desde o lançamento de BOM DIA, VERÔNICA, thriller policial com ecos de True Detective Hannibal, a Caveirinha recebeu inúmeras perguntas de parceiros e leitores sobre a autora.

Para ajudar a saciar a fome dos leitores sobre os mistérios dessa amiga íntima do perigo, A DarkSide montou uma entrevista com ela, e a autora dedicou algum tempo para responder a todos com muito carinho, agradecendo principalmente a quem mergulhou de cabeça com ela e com a Verônica.


“TUDO É VERDADEIRO DENTRO DE MIM. 
TUDO É FICÇÃO FORA DE MIM.”







UMA CONVERSA COM ANDREA KILLMORE

O que aconteceu com você para que hoje precise viver no anonimato?
R. Se eu contar, o anonimato acaba. Na época, foi público e notório. E foi suficiente para que essa decisão fosse tomada. Esta é a minha chance de começar de novo, do zero, como uma página em branco. E eu a agarrei com todas as forças.

Por que você decidiu escrever essa história? Qual a função da literatura na sua vida hoje?
R. Sou uma pessoa muito fechada e vivo sozinha. Minhas companhias são as leituras, os filmes e as séries. Evito ficar na internet. Escrever veio de forma natural, começou como passatempo. Hoje em dia, é libertador. A literatura permite que eu decida o final da história, o que já faz toda a diferença. Além disso, me ajuda a refletir sobre as escolhas que fiz na vida. Só quem não viveu o pior julga rápido demais.

Andrea Killmore é claramente um pseudônimo. Por que você se esconde atrás de um personagem fictício?
R. Eu não me escondo; me protejo.

A protagonista Verônica é uma mulher. O que vocês têm em comum? Ela seria seu alter ego?
R. Temos muito em comum, mas somos muitas mulheres representadas em Verônica. Mulheres batalhadoras, de carne e osso, precisando se equilibrar entre a luta diária para vencer na vida e os quilinhos a mais na balança. Verônica sou eu, mas também é uma parte de todas as mulheres que conheço. Cada uma que se encontre ali, no melhor e no pior.

Você pode nos contar o que tem de verdadeiro na história?
R. Tudo é verdadeiro dentro de mim. Tudo é ficção fora de mim. Por enquanto, essa resposta deve bastar.

O que você pretende transformando em livro uma história que pode colocar sua vida em risco?
R. Aprendi a viver com o risco, escrevendo ou não. O risco nunca vai passar, ele existe de qualquer maneira. Escrever me resgata do sofrimento; enfrentar o medo me fortalece. A ideia de Bom Dia, Verônica sempre esteve comigo. A claustrofobia da Caixa, o modus operandi do serial killer, os dramas de mulheres como Marta e Janete... Eu as invento, e assim me reinvento a cada passo delas.

Quem você gostaria de ter prendido e não prendeu?
R. Eu adoraria ter trabalhado com as equipes policiais da Lava Jato. As primeiras, que descobriram o fio da meada.

Como você chegou até a editora DarkSide Books e como os convenceu a editar seu livro?
R. Ganhei um livro da DarkSide de um dos raros amigos com quem mantenho contato e me apaixonei pela editora. Escrevi Bom dia, Verônica em dez meses e precisei de mais um tempo para ter certeza de que queria mesmo que o livro chegasse ao mundo. Eu precisava me manter em segredo e sabia que muitas casas editoriais não poderiam me oferecer o anonimato. A maioria das editoras trabalha com o marketing ostensivo da imagem do autor, essa é a verdade.
Decidi arriscar. Pedi que meu advogado enviasse um e-mail a DarkSide com o arquivo de Word em anexo e explicasse minha situação. Meses depois, eles retornaram com um “sim”. Vieram com poucas perguntas e muitas respostas, o que é melhor do que o contrário, e aceitaram minhas limitações. Segundo meu advogado, o único que mantém contato direto com eles, meus editores são meninos discretos e eficientes, apaixonados pela história de Bom Dia, Verônica. Eles colocaram meu livro nas mãos de pessoas como Glória Perez, Ilana Casoy e Paulo Lins. Como vocês devem imaginar, estou bem feliz.

Quais são suas maiores influências?
R. Atualmente, passo boa parte do meu dia assistindo a seriados policiais. Adorei True Detective, The Fall, Hannibal e Breaking Bad. Já era fã de todos os Law and Order e dos antigos e famosos detetives da TV, como o Columbo e Kojak. Leio muitos autores de mistério também. Adoro Gillian Flynn, Agatha Christie, Allan Poe, os livros do Michael Connelly, do Jeffery Deaver, que escreveu O Colecionador de Ossos, e do Thomas Harris, criador do Hannibal Lecter... No Brasil, adoro o Rubem Fonseca. Bebo muito da ficção, mas minha maior influência é a vida real.

Do que você se arrepende?
R. São tantas coisas que não caberiam em um só livro. Mas a mágoa é a marcha-ré da vida, então...

Por que você escolheu um pseudônimo americano?
R. Porque o pseudônimo já diz tudo. É um prenome masculino e feminino, mostrando os dois lados de todos nós, e um sobrenome que diz a que veio. Simples assim.

Bom Dia, Verônica acaba, mas não termina. E você, vai continuar?
R. Já tenho tudo na minha cabeça. É só a DarkSide me chamar!

Quando você escreve um capitulo cruel como tantos nesse livro, isso não te deprime?
R. Na ficção tudo é permitido e na literatura o mal e o bem não existem. Existem boas ou más histórias, só isso.

O que você responderia para quem te acusa de estar fazendo uma jogada de marketing se escondendo?
R. Eu ofereceria um passeio pelo meu passado, se isso fosse possível.




E para fechar com chave de ouro essa entrevista, a DarkSide disponibilizou, para os leitores do blog, um exemplar de Bom Dia, VerônicaPara participar é obrigatório: Curtir a página da DarkSide Books no Facebook e Curtir a página do Lê Lendo Lido no Facebook. 
Para validar sua inscrição preencha o formulário abaixo e siga as regrinhas:

  • A DarkSide fica responsável pelo envio do seu prêmio;
  • O sorteio terá início em 07 de fevereiro e término em 11 de março de 2017; 
  • O resultado será divulgado no Facebook do Lê Lendo Lido, no sábado, 11/03, às 13h. 
  • O ganhador deverá enviar e-mail de contato em até 48 horas, ou o sorteio será refeito;

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Boa sorte!

6 comentários

  1. Que entrevista maravilhosa, muito obrigada por isso. Tinha muita vontade e curiosidade de saber um pouquinho mais sobre a autora, amei demais o livro e terminei a leitura em menos de 2 dias, não conseguia mais parar!!

    Espero que realmente o livro tenha um continuação, Darkside, minha caveirinha, por favor, eu preciso disso!!

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  2. Bom dia!
    Muito bom. Adorei a entrevista com a autora. Fiquei curiosa com a trama. Parece ser bem envolvente e eletrizante. Também amei conhecer mais um pouco sobre ela. Com certeza vou ler.
    Valeu pela entrevista. Espetacular.
    Beijos.

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  3. adorei a entrevista e fiquei louca para ler <3

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  4. Oie, adorei a entrevista, fiquei muito curiosa em relação a escritora.
    Participando do sorteio.
    viviane25dutra@hotmail.com

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  5. Essa entrevista só aguçou ainda mais a minha curiosidade em conhecer essa história, provavelmente ficarei me perguntando o quanto da vida da autora existe no livro hahaha
    Participando do sorteio *-* rayana_freddykrueger@hotmail.com

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  6. Participando
    Aurora.karoliny@hmsil.com

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