Resenha: O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón

12 janeiro 2018

Título: O Jogo do Anjo
Título original: El juego del Ángel
Série: Cemitério dos Livros Esquecidos #2
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma das Letras
Ano: 2017
Páginas: 520
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Barcelona, anos 1920. David Martín tem vinte e oito anos, uma casa em ruínas e um talento para a literatura que nunca o protegeu de desgraças ou lhe trouxe qualquer glória. Com uma doença terminal e vendo o amor da sua vida nos braços do melhor amigo, David passa os dias em sua mansão lúgubre, escrevendo séries policiais e vendendo barato o seu talento. É quando surge Andreas Corelli, um misterioso editor estrangeiro com uma proposta irrecusável. Fama, dinheiro, saúde: tudo em troca de um único livro. Um livro que terá o poder de influenciar milhões de vidas. Um novo evangelho. Mas, conforme a obra se desenvolve, David percebe que existe uma conexão sinistra entre o livro que está escrevendo e as sombras que envolvem sua casa dilapidada — e que seu editor também esconde alguns segredos perturbadores. Mais uma vez, Zafón nos leva por uma Barcelona sombria e gótica, em uma trama cheia de intrigas, romance e tragédia.



O Jogo do Anjo é o segundo livro da série Cemitério dos Livros Esquecidos. Os livros que completam a quadrilogia são: A Sombra do Vento, O Prisioneiro do Céu e O Labirinto dos Espíritos. Todos os volumes já foram publicados no Brasil, e, mesmo que um complete o outro, eles podem ser lidos separadamente.

Sobre o livro

David Martín teve uma infância difícil, mas pessoas como Sr. Sempere e Pedro Vidal ajudaram-no. Depois de trabalhar anos em um jornal, escrevendo contos policiais, Martín assina um contrato com uma editora para escrever usando o pseudônimo de Ignacius B. Samson. Com essa nova oportunidade, o escritor muda-se para uma velha casa, porém ela é cheia de mistérios.

Depois de algum tempo, Martin descobre que está doente, e, Andreas Corelli, um enigmático editor, aparece oferecendo a ele uma grande quantia de dinheiro em troca de um livro que abranja algumas exigências. Enquanto mergulha de cabeça nesse projeto, David vai enfrentar um caminho cheio de segredos, mistérios e perseguições, contudo ele pode perder mais do que imagina.



- Sabe o que é bom nos corações partidos? - perguntou a bibliotecária.Neguei.- É que só podem se partir de verdade uma vez. O resto são apenas arranhões.

Minha opinião


Por se passar alguns anos antes de A Sombra do Vento, num primeiro momento, demorei para compreender a diferença entre os anos e a linha temporal dos livros. Contudo, conforme avancei na leitura, identifiquei alguns personagens queridos do primeiro livro que fariam parte dessa nova jornada também, e isso, além de facilitar minha compreensão sobre o tempo, foi muito gratificante, pois consegui rever e conhecer melhor a história deles.

Amei voltar à Barcelona e rever a livraria Sempere e Filho e o Cemitério dos Livros Esquecidos, enquanto, mais uma vez, um mistério precisava ser descoberto. A narrativa é cheia de suspense, e o enredo é um pouco mais violento dessa vez, apesar disso o autor mantém seu modo único e inteligente de ligar os acontecimentos da história. Mesmo a trama sendo bem fechada, com início, meio e fim, eu fiquei querendo mais, pois Zafón construiu um final emocionante que faz a gente abraçar o livro após concluir a leitura.



O romance é dividido em 3 partes, nas quais acompanhamos praticamente toda a vida de David Martín, principalmente sua luta diária, tanto para sobreviver quanto para conseguir realizar seu sonho, publicar um livro com seu nome. David é um personagem que despertou em mim muitos sentimentos diferentes, senti pena, raiva, carinho, tristeza, alegria, durante a narrativa, pois ele é feito de momentos, na maioria das vezes de medo e dúvida. Mas no fundo ele tem um amor e um carinho guardado pelas pessoas que estão a sua volta, e foi isso que me fez gostar tanto dele.

Mais uma vez Záfon constrói seus personagens com maestria, desenvolvendo-os de forma gradual e completa, facilmente me encantei e me a peguei a eles. Uma personagem em especial, Isabela, me ganhou. Uma menina determinada, falante, sonhadora e amiga, a melhor personagem do livro, na minha opinião. Não posso deixar de citar o Sr. Sempere, um querido com um grande coração!


Em o Jogo do Anjo, o autor manteve o toque da literatura gótica, misturando aquela sensação da dualidade imaginário e realidade. Aqui o amor aos livros ganha uma nova intensidade, e o poder da amizade emociona. Sem dúvida nenhuma posso dizer que Zafón e seus livros ganharam um lugar no meu coração. Vou ler os próximos livros o mais rápido possível!



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