Resenha: Origem - Dan Brown

05 janeiro 2018

Título: Origem
Título original: Origin
Série: Robert Langdon #5
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 432
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência". Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch. Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.


Origem é mais um livro do autor Dan Brown e faz parte da série As aventuras de Robert Langdon. Assim como outros livros da saga (O código da Vinci, Anjos e demônios, O símbolo perdido e Inferno), a trama repleta de simbologias, mistérios e religião.

Sobre o livro

Tudo começa quando um famoso futurólogo, gênio da computação que fez uma grande descoberta e que segundo ele abalaria as estruturas de todas as crenças do mundo moderno, solicita uma audiência, para discutir sua descoberta, com três líderes espirituais; o bispo Valdespino, que representa o cristianismo; o Rabino Yehuda Köves, representante do judaísmo; e o Allamah Syed Al-Fadl, que representa o islamismo. Esse encontro ocorre na famosa biblioteca de Montserrat.

Após a reunião, Edmond informa ao mundo que ele fará o grande anúncio em três dias, no museu Guggenheim, na Espanha, onde Ambra Vidal, que é noiva do príncipe da Espanha, é curadora. Apenas algumas pessoas especiais terão acesso ao evento, e é claro que o simbologista Robert Langdon não ficaria sem um convite especial. Cerca de 20 anos antes, ele foi professor de Edmond na faculdade, e desde então os dois tem uma grande amizade, e por isso, o convite de Robert é um pouco mais especial que os dos demais participantes, já que Edmond credita grande parte de sua descoberta aos ensinamentos de Robert.


A apresentação se inicia com um show de elementos visuais e tecnologia avançada, nada menos esperado de um gênio como Edmond, só que, antes do tão aguardado anúncio, um acontecimento inesperado deixa três milhões de pessoas sem reação e sem respostas. Assim se inicia o mistério, que vai desde a inclusão de última hora do nome do Almirante Luís Ávila na lista de convidados até o envolvimento da família real da Espanha.


Minha opinião

Sinceramente, por se tratar de Dan Brown, sempre se espera um pouco mais no quesito conspirações e mistérios, contudo esse livro não foi nem de perto tão envolvente quanto em O código da Vinci, com aquelas pistas que levavam a mais pistas. De um modo geral, o que foi necessário para descobrir a senha de Kirsch foi bastante previsível.

Além de Robert Langdon, Ambra Vidal e o comandante Garza, teve outro personagem que me chamou atenção, o Almirante Luís Ávila. Um homem que tinha perdido tudo, inclusive a esperança e que passou a questionar as leis de Deus depois que uma explosão matou sua família em uma catedral. Logo após tentar suicídio, ele é apresentado a religião Palmariana na qual encontra um novo propósito para viver.


Ao falar dos personagens desse livro não posso deixar de fora Wiston, a inteligência artificial que auxilia Robert e Ambra em momentos cruciais da história, muitas vezes ele é divertido, sem falar que possui uma base de dados infinita.

A narrativa em terceira pessoa tem o foco em Robert e Ambra, mas muda para outros personagens em seus curtos capítulos tornando a leitura mais dinâmica. Há também narrativas de acontecimentos ocorridos no passado, para melhorar o entendimento do leitor sobre tudo que está ocorrendo no presente, achei interessante que em determinados capítulos o autor lançou uma ideia ou comentou um acontecimento, explicando eles somente no próximo capítulo, o que fazia eu querer continuar lendo.

Origem, foi uma história boa, com elementos bons, porém segue a "fórmula Dan Brown", e isso talvez esteja chegando ao seu limite. Mudam alguns elementos específicos, porém a ideia da história é sempre a mesma, alguém morre e deixa um mistério, Robert e uma mulher bonita se aliam e seguem as pistas para desvendá-lo, e no fim cada um segue sua vida normalmente.


Nada é inventado já que está escrito primeiro na natureza, A originalidade consiste em volta à origem.



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