Resenha: Jogador n° 1 - Ernest Cline

16 abril 2018

Título: Jogador N° 1
Título original: Ready Player One
Autor: Ernest Cline
Editora: Leya
Ano: 2012
Páginas: 464
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: O ano é 2044 e a Terra não é mais a mesma. Fome, guerras e desemprego empurraram a humanidade para um estado de apatia nunca antes visto. Wade Watts é mais um dos que escapa da desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao OASIS – uma utopia virtual global que permite aos usuários ser o que quiserem; um lugar onde se pode viver e se apaixonar em qualquer um dos mundos inspirados nos filmes, videogames e cultura pop dos anos 1980. Mas a possibilidade de existir em outra realidade não é o único atrativo do OASIS: o falecido James Halliday, bilionário e criador do jogo, escondeu em algum lugar desse imenso playground uma série de Easter Eggs, e premiará com sua enorme fortuna – e poder – aquele que conseguir desvendá-los. E Wade acabou de encontrar o primeiro.




Sobre o livro

A história se passa em um futuro no qual o mundo foi consumido por guerras e que a fome domina. Em meio a esse caos, um empresário chamado James Halliday criou um jogo virtual que simula a realidade, onde se pode escapar dessa cruel realidade e até mesmo estudar.

Um dia Halliday morre, e todos começam a se perguntar quem herdaria sua bilionária herança e o jogo. Eis que ele deixa um vídeo informando que deixou alguns easter eggs dentro da sua realidade e que o jogador capaz de resolver esses mistérios herdaria tudo que é seu. Isso atrai uma infinidade de jogadores para a caçada e atrai também uma poderosa organização que quer tornar OASIS uma realidade totalmente paga.

Os enigmas permanecem sem soluções por 5 anos até que Parzival, ou Wade Watts como nos é apresentado o personagem, desvenda o primeiro mistério. A partir disso, outros avatares começam a desvendar também e a caça se transforma em uma alucinante corrida para descobrir quem ficará com a herança de James Halliday.


Minha opinião

Minhas expectativas já eram grandes nas primeiras páginas, e o livro não me decepcionou, pois a leitura prende do inicio ao fim. Quando terminei, me deu até uma tristeza, mas logo em seguida uma grande esperança de ler o segundo volume. Ernest Cline aproveitou o lançamento do filme baseado no seu livro para fazer o anuncio da continuação da obra.

Na minha opinião, muitos personagens merecem destaque, mas dois em especial merecem ainda mais, o personagem principal, Wade Watts, e James Halliday. A evolução de Wade durante toda a trama é facilmente notada, ele começa como um simples viciado em jogos, mas a sua persistência e vontade o levam a caminhos nunca alcançados por nenhum outro jogador.


A história é toda narrada em primeira pessoa, aos olhos de Wade Watts ou Parzival, o nome de seu avatar no jogo Oasis.  A escrita do autor é simples e informar e possui uma linguagem recheada de palavras relacionadas com jogos, sem falar nas muitas referências a filmes, músicas e desenhos dos anos 80. Citando também muitos personagens e utilizando diálogos de filmes em alguns momentos. 

Por mais assustadora e dolorosa que a realidade possa ser, é também o único lugar onde se pode encontrar a felicidade de verdade. Porque a realidade é real, entendeu?


O livro é um sucesso, toda a trama é muito envolvente, com doses de romance, de aventura e muita ficção. Me senti em um túnel do tempo, acompanhando Parzival passar por desafios em jogos, como Pacman e Contra, e quando ele transforma seu avatar em Ultramen

Um único ponto a ressaltar negativamente na minha opinião é que talvez o autor tenha acelerado muito as coisas a partir do segundo portão, pois a partir disso as coisas começaram a acontecer muito rápido, acho que ele poderia ter ido com mais calma.

Jogador nº 1 foi uma bela leitura, que eu super indico para quem quer dar aquela visitada na sua infância e relembrar um pouco os jogos de uma época que nem tudo era tão tecnológico, mas que isso não nos impedia da diversão.


Confira o trailer do filme


3 comentários

  1. Esse livro está sendo bem comentado, ainda mais porque tem o filme também!! Fiquei curiosa para ler, gosto de tramas com elementos futuristas e esse livro também nos proporciona uma grande aventura, onde acabamos desvendando os mistérios do jogo junto com o personagem principal!!

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  2. Sempre que posso passo pelo blog para conferir as resenhas. Li o Jogador nº1 recentemente, antes do lançamento do filme, mas não gostei muito do livro, acho que algumas coisas ficaram muito corridas e em outros momentos têm muitas explicações, mas em geral é um bom livro, espero com o autor acerte a mão no próximo.

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  3. É bom! Adoro os filmes de suspense, Ready Player One realmente teve um roteiro decente, elemento que nem todos os filmes deste gênero tem. A participação de Mark Rylance foi meu favorita, ele é um ótimo ator, e fez um trabalho excepcional e demonstrou suas capacidades, é um filme que vale muito a pena ver. Recém o vi em Dunkirk, é incrível. Christopher Nolan como sempre nos deixa um trabalho de excelente qualidade, sem dúvida é um dos melhores diretores que existem, a maneira em que consegue transmitir tantas emoções com um filme ao espectador é maravilhoso. Dunkirk é um filme com un roteiro maravilhoso. É um filme sobre esforços, sobre como a sobrevivência é uma guerra diária, inglória e sem nenhuma arma. Acho que é um dos melhores filmes ação é uma produção que vale a pena do principio ao fim. É um exemplo de filme que serve bem para demonstrar o poder do cinema em contar uma história através de sons e imagens, que é, diga-se de passagem, a principal característica da sétima arte.

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