Resenha: God Of War I - A História Oficial Que Deu Origem ao Jogo - Matthew Stover e Roberts E. Vardeman

20 maio 2018


Título: God Of War - A História Oficial que deu Origem ao Jogo
Título Original: God of War
Autores: Matthew Stover e Roberts E. Vardeman
Editora: Leya
Ano: 2012
Páginas: 384
Para saber mais: Skoob
Livro recebido de cortesia da editora.
Sinopse: Kratos é um guerreiro grego que trabalha para os deuses do Olimpo. Com a promessa de ser transformado em um guerreiro perfeito por Ares, o Deus da Guerra, Kratos, enganado por ele, acidentalmente mata a sua família, e segue amaldiçoado pela cinza da morte de seus entes queridos. Decidido a não servir mais a Ares, Kratos, através de flashbacks ao longo de toda a história, é atormentado pela lembrança de seus atos e procura os outros deuses para fazer um trato e servi-los por dez anos. Ao final desse acordo, o guerreiro procura por Atena, que o livrará dos tormentos e o perdoará por todos os seus atos, mas com uma condição, que ele mate Ares. Kratos aceita a tarefa, mas para realizá-la, terá que encontrar e usar a poderosa Caixa de Pandora, que esconde todos os mistérios do universo. Mas tão grande quanto o poder de possuí-la, está a responsabilidade de usá-la e nem nos seus piores pesadelos, Kratos imaginava o que o destino estava guardando para ele.


God Of War I  é o primeiro livro da duologia de mesmo nome, que narra a história do primeiro jogo de God Of War. O segundo volume já foi publicado no Brasil.

Sobre o livro

Mais conhecido como Fantasma de Esparta, Kratos é consumido por seus atos oriundos de um pacto feito com o Deus da Guerra, Ares. Esse pacto levou muito mais do que Kratos podia suportar, levou sua família, e pior, por suas próprias mãos. Alimentado por essa culpa, ele acha que ao se atirar de um precipício vai pagar sua divida para com os deuses, o que ele não sabia, era que planos maiores o aguardavam.

Kratos não é um humano qualquer. Sua pele cinza e suas tatuagens vermelhas mostram o castigo dos deuses e alimentam o seu desejo: botar Ares de joelhos! Mas se um deus cair, todos os demais se sentirão ameaçados, e o Olimpo não pode permitir isso. Ou é isso que os deuses mais desejam?

Alguns deuses no Olimpo estão fartos do comportamento de Ares, apaixonado por guerras e destruição, ele não vê limites em sua ambição. E é com esse pensamento que Athena, a deusa da sabedoria, sabendo que não pode enfrentar Ares por um decreto de Zeus, que proíbe confronto e morte entre os deuses, que ela enxerga em Kratos uma esperança, o agente perfeito para o plano, mas, apesar de possuir as lâminas do caos, Kratos não passa de um mortal.

Então usando de toda as sua sabedoria, Athena monta um esquema muito bem elaborado para convencer os deuses a ajudarem Kratos em sua jornada e fornecendo para o espartano a "Cólera de Poseidon", "A lâmina de Artemis" e até o "Raio de Zeus", mas mesmo assim, ele necessitará de mais poder. E com a dica de um oráculo, ele parte em busca da Caixa de Pandora a única coisa capaz de matar um Deus. Para isso, Kratos terá que viajar até o Deserto das Almas Perdidas e explorar o Templo de Pandora que fica nas costas do titã Chronos.


Minha opinião

O livro conta a história do guerreiro espartano Kratos, um homem perturbado pelos fantasmas do passado, atormentado por pesadelos constantes e com uma enorme dívida para com os deuses do Olimpo. Sem esperanças, com sua dor estampada na cor cinza de seu corpo, Kratos está preparado para morrer. Do alto do precipício, se jogar parece ser a única maneira de sua dívida ser paga, mas o que ele não sabia era que os Deuses tinham outro plano para ele. Athena, a deusa da estratégia e da sabedoria, resolve interceder pelo guerreiro, mas os deuses não dão nada de graça e para sua dívida ser perdoada, ele terá que enfrentar seu pior e maior inimigo, o Deus da guerra, Ares, e derrotá-lo.

Kratos enfrenta diversos inimigos e criaturas ao longo de sua jornada contra o Deus da Guerra, encontramos durante a leitura harpias, medusas, minotauros, centauros, hidras, entre outros seres mitológicos. Há tramas menores ao longo do livro que acabam envolvendo vários Deuses gregos, como Athena; o rei dos mares, Poseidon; e o senhor de todos os deuses, Zeus.

Os deuses do Olimpo me abandonaram. Agora não há esperança.

A história é contada com maestria, a ponto de passar a impressão que Kratos realmente faz parte da mitologia grega. Talvez se os gregos tivessem ouvido falar de seus feitos, com certeza ele estaria entre seus contos, sendo um baita herói e um baita vilão ao mesmo tempo, ele mostra que nada vai ficar entre ele e o cumprimento de seu objetivo. Com uma força sobre-humana e uma determinação igual, Kratos evolui de página em página, deixando de ser um homem impulsivo para se tornar um homem que analisa cada passo que dá, pois sabe que talvez seja o seu último.

A escrita do autor é bastante rebuscada, com palavras inclusive que eu não conhecia, mas isso não prejudica a leitura, porque ao mesmo tempo é uma leitura muito leve, que prende. Com capítulos pequenos, de no máximo dez páginas, a leitura flui de uma forma muito gostosa, de maneira que nem percebi o andamento da leitura, quando vi, já tinha devorado metade do livro.

Tudo o que cerne às discussões dos Deuses acerca do que está ocorrendo durante o game fica tão somente subentendido. No livro, os autores desdobraram esses momentos e mostraram ao leitor tudo o que ocorreu durante a história. Esses momentos são os mais interessantes do livro e já valeriam a compra. É um bom exemplo de como uma história que já foi contada em um outro tipo de mídia pode ser transcrita para a mídia literária, adicionando novas experiências e remetendo o leitor às já vivenciadas.

Por fim, posso afirmar que God of War supera qualquer expectativa e é uma leitura que recomendo muito, principalmente para quem jogou o game e não entendeu muito sobre a história. O livro explica-nos todos os porquês da trama, além de ser fiel aos detalhes mitológicos. Não vejo a hora de receber o segundo livro e devorar ele também.

3 comentários

  1. Obrigado pela resenha, gosto muito do jogo, vou procurar o livro, parece muito bom

    ResponderExcluir
  2. Não jogo, mas o livro me interessou, principalmente por ter esse lado mitológico! Parece ser uma leitura que flui rapidamente, um livro para ler em um dia, o que é melhor ainda!

    ResponderExcluir
  3. Acho que nunca joguei God Of War, mas sei que é um jogo muito conhecido. Acredito que o livro seja um prato cheio para os fãs do jogo como também para quem gosta de mitologia. Eu não tenho muito interesse nesse assunto e por conta disso acho que iria acabar sendo uma leitura arrastada. Não pretendo ler o livro, mas quem sabe um dia não surge interesse?

    ResponderExcluir

Oi pessoa leitora, fico muito feliz com sua visita. Não esqueça de deixar um comentário me contando o que achou do post e do blog!

Dicas e opiniões são sempre bem-vindas!

Obrigada pela visita e volte SEMPRE!!