Resenha: A Mulher na Janela - A. J. Finn

17 junho 2018

Título: A Mulher na Janela
Título original: The Woman in The Window
Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 352
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?




Sobre o livro


Há um ano, Anna Fox sofreu um trauma. Desde então, ela sofre de agorafobia e vive longe de seu marido e sua filha. Como passa os dias sozinha em sua casa, sem ter o que fazer, ela adquiriu alguns hábitos para passar o tempo e se sentir mais viva, entre assistir a filmes antigos e ajudar pessoas em um bate-papo para quem sofre de agorafobia (pois ela é uma psicóloga infantil), Anna usa sua câmera fotográfica para espionar a vida dos vizinhos. É assim que ela acompanha os vizinhos e sabe quase tudo sobre a rotina deles.

Com a chegada de uma nova família ao bairro, ela vê a oportunidade de espiar pessoas novas, mas o inesperado acontece quando através de sua lente Anna testemunha um crime na casa dos novos vizinhos. Assustada e sem saber o que fazer, ela fica ainda mais transtornada quando tudo parece ser somente fruto da sua imaginação, pois remédios e vinho não são uma boa combinação. Mesmo sabendo que ninguém acredita nela, a psicóloga está disposta a provar a todos que sua mente sabe o que viu.




Minha opinião

Quando esse livro foi anunciado, vários blogueiros receberam uma prova antecipada, e assim um burburinho sobre a qualidade do livro foi nascendo antes do lançamento, o que despertou meu interesse na leitura. Depois de ver muitas críticas positivas, eu fiquei muito empolgada para ler, pois eu adoro suspense psicológico.

A personagem principal é o destaque do livro. Anna é muito bem construída, o autor soube apresentar a rotina e as características dela de uma maneira muito bem elaborada. Ela é uma mulher que me deixou duvidando de seus atos o tempo todo. Acredito que isso aconteceu devido ao fato de eu esperar algo errado sobre ela o tempo todo. Como eu já tinha visto vários comentários sobre o livro, eu desconfiava de tudo que ela me apresentava, estava sempre com um pé atrás. Os personagens secundários só serviram para ajudar ainda mais nas minhas desconfianças e na elaboração de muitas teorias.



Observar é como fotografar a natureza: a gente não interfere no que está vendo.

A narrativa é feita em primeira pessoa pela Anna. Cada capítulo corresponde a um dia na vida da protagonista, e assim vamos acompanhando a rotina dela trancada dentro de casa. A escrita do autor é muito envolvente e desperta a curiosidade, a partir do momento em que o crime acontece, eu não consegui parar de ler o livro. Além disso, aos poucos o autor foi mostrando-nos o que aconteceu com Anna e o porquê de seu trauma.



Anna segue uma rotina dentro de casa, estuda, conversa com outras pessoas que sofrem da mesma doença que ela e faz terapia. Contudo ela não segue a medicação como deveria, e é claro tem a questão da bebida, esse é o fator que me fez ter dúvidas sobre os acontecimentos. Eu tinha certeza de que algo tinha acontecido, mas não conseguia relacionar tudo que era apresentado com o que a protagonista contava.
Uma das revelações feitas no livro já era esperada por mim e não me deixou surpresa, contudo A.J. Finn conseguiu me enganar duas vezes, e quando eu estava assimilando uma informação ele já jogava outra na cara. Isso deixou as últimas páginas mais eletrizantes.


Com um desfecho cheio de revelações, A Mulher na Janela surpreendeu-me por abordar temas complexos, como agorafobia, alcoolismo, automedicação e a mistura desses dois últimos. Fãs do gênero podem ter certeza que um livro surpreendente espera por vocês.


4 comentários

  1. Adorei a resenha. Também amo suspense.
    Gostei do seu espaço. Estarei por aqui agora.

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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  2. Eu já estava cheio de vontade de ler esse livro, mas agora essa ansiedade só aumentou. Se você que já tinha criado tanta expectativa também, acabou se surpreendendo, eu tenho certeza que irei gostar, afinal é um dos meus gêneros preferidos.

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  3. Eu me lembro do burburinho que teve quando a editora comprou os direitos de publicação desse livro e divulgaram as provas antecipadas para os blogueiros parceiros mas não dava muito pelo livro Apesar de eu amar Thriller psicológico mas quando eu tive oportunidade de ler o livro acabei me surpreendendo com a história foi os melhores suspenses que eu pude ler esse ano

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  4. Falou em suspense, mistério e Thrillers falou comigo kkkkk, amooooo muito e claro q esse nao poderia deixar de entrar na minha lista. Eu ainda nao havia lido nenhuma resenha sobre ele e ameeeei, quero saber mais sobre Anna, ela me lembra um pouco com as desconfianças kkkkkkkk. Ja ouvi alguma coisa sobre o livro mas nao me lembrava do q se tratava. uma coisa q lembrei foi do filme Paranoia (acho q é esse o nome).

    BJss

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