Resenha: Lola e o Garoto da Casa ao Lado - Stephanie Perkins

23 julho 2018

Título: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Título original: Lola and the boy next door
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Páginas: 288
Para saber mais: Skoob
Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.



Lola e o Garoto da Casa ao Lado é o segundo volume da trilogia Anna, Lola e Isla. Todos os livros foram pulicados no Brasil pela editora Novo Conceito, o primeiro, Anna e o Beijo Francês, foi publicado em 2011 e o terceiro, Isla e o Final Feliz, em 2015. Mesmo fazendo parte de uma série, os livros funcionam de forma individual.

Sobre o livro

O livro é um romance adolescente e gira em torno de Dolores, ou Lola, como gosta de ser chamada. Ela é uma adolescente que não acredita em moda, e sim em trajes. Dessa forma, todo dia é um novo dia para explorar suas várias facetas através de sua roupa. Ela têm três desejos simples: Ir ao baile de inverno vestida de Maria Antonieta; ter seu namoro com um menino mais velho aceito pelos seus pais e nunca mais ver os gêmeos Bell.

E são esses três desejos, essas três questões, que rodeiam a narrativa inteira de Stephanie Perkins ao contar a história de Lola. Aos poucos vamos entendendo a importância de cada um deles para a vida da protagonista e como eles marcam sua vida de uma forma que ajuda a sua construção como pessoa.


Minha opinião

A primeira coisa que quero falar é que, entre esse segundo volume e o primeiro da trilogia Anna, Lola e Isla, esse livro com certeza é meu favorito! Pode ser porque diferente do primeiro volume, esse não aparentou ter nenhum problema de tradução ou de revisão o que já é algo extremamente positivo. Mas mesmo se tivesse algum erro, eu deixaria passar, pois a história de Lola me envolveu muito mais do que a de Anna. Enquanto a narrativa de Anna demorava tempos longos para dar uma avançada o que me deixava incomodada e com tédio, aqui em Lola, se isso acontece eu não ligo!

Isso porque o drama de Lola me parece ser bem mais realista do que de Anna, então eu consegui me identificar muito mais. Lola é filha de pais gays, sua mãe biológica é irmã de um de seus pais e viciada, e por isso nunca pôde cuidar dela. Por serem parentes, volta e meia ela volta na vida da garota, mas ela não consegue aceitar em como sua mãe pode permitir cair sempre nos mesmos vícios. Só com esse papel de fundo o livro me ganhou 50%!


Mas o foco nem é sua mãe. O que acontece é que seus pais não aceitam seu namoro com Max, um garoto mais velho e que vive nos bares tocando com sua banda. O pesadelo de qualquer pai na verdade. Mas eu entendo Lola por gostar de um bad boy, isso é completamente normal quando você é adolescente! Tudo vira de cabeça para baixo quando seu antigo vizinho e seu primeiro amor, Cricket, muda-se para a casa ao lado de novo e ela se vê perdida entre seus sentimentos já que seu assunto com Cricket é de certa forma pendente. O que de novo me ajudou na parte de identificação. Eu sou do tipo de pessoa que odeia ter assuntos pendentes com amigos ou paixõezinhas. Gosto de tudo resolvido, independente do que tenha acontecido.

De repente ela não sabe mais se Max é o cara ideal para ela, pois ele é um contraste de Cricket. Sinceramente fico agradecida que tudo tenha acontecido pois Lola merecia alguém melhor. Pelas suas descrições era claro que Max não passava de um jovem adulto se aproveitando de uma adolescente que caia de amores por ele. Ele era extremamente ciumento e possessivo e manipulador. Ingredientes perfeitos para um relacionamento abusivo. Cricket cresceu junto com Lola e é um amigo antes de tudo, respeitando seu espaço e seu tempo.

O que eu gostei dos livros da Stephanie até agora é que ela cria garotas reais e com problemas que podem aparentam banais mas que para elas é o fim do mundo e nos faz torcer para o seu melhor. A narrativa é como se estivéssemos escutando uma amiga falar sobre seus problemas. Somos ouvintes e respeitamos seu tempo para que elas descubram o que é melhor para elas. É um livro simples, mas que aquece o coração.


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