Resenha: Elevador 16 - Rodrigo de Oliveira

29 agosto 2018

Título: Elevador 16
Série: As Crônicas dos Mortos #2,5
Autor: Rodrigo de Oliveira
Editora: Faro Editorial
Ano: 2014
Páginas: 60
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Estamos em 2017. Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que passaria a uma distância segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer... Mas não podiam estar mais enganados. No dia em que o planeta estaria mais visível, enquanto todo mundo se preparava para observar o fenômeno a olho nu, um grupo seguia para um compromisso chato: trabalhar num sábado na empresa de processamento de dados, pois estavam com muitos projetos atrasados. Na hora do almoço, 16 pessoas entram no elevador... mas ele para entre dois andares. As comunicações não funcionam, nem alarmes, nem celulares, ninguém aparece para ajudar. E eles não sabem que, em todo o mundo, algo muito estranho aconteceu. Em poucos segundos, 10 pessoas caem num surto coletivo, como que desmaiadas. Entre o desespero, tentativas de busca por ajuda, um deles começa a abrir os olhos, mas eram olhos vazios, olhos do mal... Este livro conta uma história que ocorre no exato momento em que o nosso mundo se transforma. Traz personagens que vivem o intenso evento cósmico que mudaria a Terra para sempre.


Elevador 16 é uma novela da série As Crônicas dos Mortos. O livro foi publicado entre o segundo e o terceiro volume e vai mostrar o que aconteceu com 16 pessoas que ficaram presas num elevador no momento em que o mundo inteiro caiu. A saga conta com 6 volumes: O Vale dos Mortos (resenha aqui), A Batalha dos Mortos (resenha aqui), A Batalha dos Mortos, A Senhora dos Mortos, A Ilha dos Mortos, A Era dos Mortos Parte 1 e A Era dos Mortos Parte 2

Sobre o livro

Ao fazer um teste de gravidez e descobrir que estava grávida de Raul, um colega de trabalho, Mariana pensa que as coisas não podem piorar. Filha de um militar linha dura e contrariando todas as regras da empresa, ela não parava de pensar o quanto aquela gravidez destruiria a sua vida, mal sabia ela que o pior ainda estava por vir.

Depois de discutir com Raul, e todos os colegas ouvirem, os responsáveis pelo projeto propuseram uma parada para o almoço. O elevador lota e entre seus ocupantes está Raul, o que torna o clima pesado, até que, repentinamente, as luzes se apagam e o elevador para. Algumas pessoas desmaiam, o resto dos ocupantes associa esse fato ao calor causado pela proximidade do Planeta Absinto.

Sem conseguir obter contato com o resto do prédio, Mariana e o restante das pessoas se desesperam quando Raul acorda com os olhos brancos e uma fúria incontrolável. Então assim a corrida pela sobrevivência tem inicio.


Minha opinião

Eufórico com o final de A Batalha dos Mortos e louco para continuar a saga não perdi tempo e comecei a ler Elevador 16 super empolgado. Mesmo se tratando de uma história do início de tudo não demorou muito para eu quase passar mal com as cenas de ação. Só tenho uma única observação a fazer, referente ao tempo que os zumbis demoraram para despertar: Em o Vale dos Mortos quando a história de Ivan e Estela nos foi contada, as pessoas despertavam mais rapidamente do apagão causado pelo Planeta Absinto, neste volume, os desacordados parecem demorar bastante tempo para despertar.

Cabe salientar a evolução de Mariana ao longo da história, ela vai “endurecendo” com o desenrolar dos fatos, se tornando mais fria e fazendo coisas que nem ela mesma esperava ser capaz de fazer, o que a torna uma personagem muito forte e bem desenvolvida, mesmo com apenas 60 páginas para isso.


Ninguém sabe ao certo como um zumbi se comporta. Às vezes eles são repetitivos, previsíveis, como mecanismos programados para fazer sempre a mesma coisa, no mesmo horário e do mesmo jeito. Mas eles também podem surpreender com um comportamento completamente inesperado; e, quando isso acontece, o resultado costuma ser catastrófico.

Usando e abusando de uma linguagem abrasileirada, Rodrigo de Oliveira conta a história de Mariana Fernandes desde o dia em que o apocalipse começou. De uma forma simples, leve e sucinta o autor vai direto ao ponto para introduzir uma personagem que será muito importante a partir do próximo livro. O livro terminou e fiquei com um enorme “Eu não acredito!” pairando na minha cabeça, com a revelação final. Mais um ponto para o autor, que não para de me surpreender.

Com um trama bem focada, em 60 páginas o autor mistura ação, drama (muito drama), violência e até uma pitada de romance. Elevador 16 é como se fosse o Fear The Walking Dead da série, qualquer um pode ler, até quem não leu os outros volumes, e vai sair satisfeito. Agora posso pegar o próximo volume da série, pois a minha curiosidade é gigante! 



2 comentários

  1. Oi, Gui,

    O conto parece ser ainda mais aterrorizante. Além de ser um complemento à história que o original.

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  2. Acompanhei as outras resenhas e a vontade de ler só aumenta. Acho muito legal esse livro extra já preparando o leitor para o próximo volume. Essa ideia do elevador é sensacional e assustadora. Gosto da inserção do drama como um ingrediente importante no enredo, até mais que o próprio romance, que também ajuda a dar um bom ritmo à leitura.

    Evandro

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