Resenha: Graça e Fúria - Tracy Banghart

10 agosto 2018

Título: Graça e Fúria
Título original: Grace and Fury
Série: Graça e Fúria #1
Autora: Tracy Banghart
Editora: Seguinte
Ano: 2018
Páginas: 304
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Em Viridia, as mulheres não têm direitos. Em vez de rainhas, os governantes escolhem periodicamente três graças — jovens que viveriam ao seu dispor. Serina Tessaro treinou a vida inteira para se tornar uma graça, mas é Nomi, sua irmã mais nova, quem acaba sendo escolhida pelo herdeiro. Nomi nunca aceitou as regras que lhe eram impostas e aprendeu a ler, apesar de a leitura ser proibida para as mulheres. Seu fascínio por livros a levou a roubar um exemplar da biblioteca real — mas é Serina quem acaba sendo pega com ele nas mãos. Como punição, a garota é enviada a uma ilha que serve de prisão para mulheres rebeldes. Agora, Serina e Nomi estão presas a destinos que nunca desejaram — e farão de tudo para se reencontrar.



Graça e Fúria é o primeiro volume da duologia de mesmo nome. Recém lançado tanto lá fora como aqui no Brasil, a série é a mais nova aposta da Editora Seguinte. O segundo volume ainda não tem previsão de lançamento, mas deve sair em 2019.

Sobre o livro

Em Virídia, as mulheres não têm nenhum tipo de liberdade, inclusive são proibidas de ler e escrever. Criadas para serem esposas ou operárias em fábricas, poucas delas são selecionadas, logo que nascem, para ter uma criação diferenciada com o objetivo de serem escolhidas pelo rei para serem uma de suas graças. De três em três anos, cada província envia uma garota para competir na seleção de escolha das três graças do Superior. Mas nessa nova seleção, o príncipe herdeiro que fará a escolha, sua primeira. 

A representante de Lanos é Serina Tessaro, uma linda moça, que está mais que preparada para ser graça. Ela sabe dançar, tocar arpa, bordar, além de aceitar o fato de que será submissa às vontades do herdeiro. Enquanto umas meninas são treinadas para serem graças, outras são para serem suas aias. E esse será o papel de Nomi Tessaro, a irmã mais nova de Serina, caso ela seja escolhida. Há uma diferença gritante entre os pensamentos dessas irmãs, enquanto Serina deseja ser selecionada, para que assim toda a família tenha uma vida melhor, Nomi não entende como alguém pode desejar não ter escolhas e ficar presa a outra pessoa.



No local onde se realiza a festa de apresentação das concorrentes, Nomi rouba um livro e esconde-o entre sua roupa, além disso, ao encontrar o herdeiro mostra uma postura de confronto. O inesperado acontece quando na cerimônia de escolha, ela é escolhida como graça no lugar de Serina, fazendo com que as duas troquem de papeis. Assustadas e sem saber como agir a partir desse momento, as irmãs tentam compreender como levarão suas vidas. Mas o que elas não esperavam é uma nova mudança, Serina é pega pela graça-maior com o livro roubado por Nomi nas mãos. Assim, ela assume a culpa é enviada para a prisão feminina em Monte Ruína.

Agora as duas estão sozinhas, em mundos desconhecidos dos quais elas não foram preparadas para enfrentar. Graça e fúria terão que fazer parte da nova realidade das irmãs para que assim consigam sobrevivam.

Minha opinião

Logo que vi a sinopse do livro, já fiquei muito interessada em fazer a leitura. Eu adoro esse tipo de leitura, que mistura distopia com fantasia. Aqui, Tracy apresenta uma história que mistura vários elementos que podem ser encontrados em outros livros de uma forma muito original e intrigante.

A narrativa em terceira pessoa tem o foco nas duas irmãs, assim os capítulos vão sendo intercalados, ora em Serina, ora em Nomi. Eu adoro esse tipo de narrativa, pois normalmente fico muito pressa à leitura. A escrita de Tracy é super gostosa, leve e envolvente. Somando esses fatores, a leitura acontece de forma rápida, pois além disso a autora termina todos os capítulos de maneira instigante, que deixa o leitor ansiando pelo próximo capítulo. Isso foi exatamente o que aconteceu comigo!



Apesar de ter gostando muito da construção de Serina e Nomi como personagens, elas são as únicas que ganham profundidade. Alguns personagens masculinos são apresentados, contudo dá para perceber que a autora não quis explorar muito eles, pois há um motivo para isso. Assim, eu acredito que eles serão melhor trabalhados no próximo livro. As duas são personagens femininas bem fortes, cada uma com a sua singularidade e seus sonhos. O mais bonito é que elas, apesar de suas diferenças, estão dispostas a se sacrificarem para ficarem juntas.

O mundo criado pela autora é bem interessante, contudo pode ser mais trabalhado, a trama política ainda não ganhou destaque, mas dá para perceber que grandes acontecimentos estão por vir. Como primeiro livro, gostei muito do que foi apresentado. Há três importantes momentos na história, sendo um deles o principal, que é falado já na sinopse, a troca das irmãs. Fiquei muito angustiada com tudo que aconteceu, e o final me deixou nervosa.

Graça e Fúria trabalha com questões de amor fraternal, amizade, confiança  e acima de tudo sobre colocar-se no lugar do outro. Aguardo ansiosa pelo segundo livro.



Um comentário

  1. Oi, Lê,

    A destreza e força da Nomi é muito evidente e se destaca, se fazendo necessária para grandes mudanças na história, pois a mesma é a representação do empoderamento feminino fictício ou não.

    É muito importante o que o livro passa e evidencia - ao abrir horizontes e luta contra a opressão -, pois a desigualdade e tudo o que é ditado por uma sociedade machista, ainda persiste.

    Pelo o que eu percebi, é um livro muito denso e bem desenvolvido.

    Enfim, acredito que, pra mim, será uma leitura proporcional.

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