Resenha: A Libélula No Âmbar - Diana Gabaldon

22 agosto 2018

Título: A Libélula No Âmbar
Título original: Dragonfly in Amber
Série: Outlander #2
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 880
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?


A Libélula no Âmbar é o segundo volume da série de 10 livros, Outlander. Sete dos oito volumes publicados nos Estados Unidos já foram lançados aqui no Brasil há muito tempo pela editora Rocco. Há algum tempo a publicação da série está nas mãos da editora Arqueiro, que já publicou 6 livros, sendo que os 3 primeiros também foram lançados com capa da série de TV. O Primeiro volume que apresenta essa história apaixonante é A Viajante do Tempo (resenha aqui). Os títulos seguintes a esse segundo são: O Resgate no Mar, Os Tambores de Outono, A Cruz de Fogo, Um Sopro de Neve e Cinzas, Ecos do Futuro e Written in My Own Heart's Blood. Os dois últimos livros ainda não tem previsão de lançamentos lá nos Estados Unidos.

Sobre o livro

Há 20 anos, Claire voltou ao século XXpelas pedras que a tinham mandado ao passado. Depois de todo esse tempo, ela decide voltar a Inverness, só que agora acompanhada de sua filha Brianna. Viúva de Frank, Claire procura Roger Wakefiel, filho do reverendo Reverendo Dr. Reginald Wakefield, para pedir ajuda em uma pesquisa sobre as mortes na Batalha de Culloden. Além disso, ela está disposta a contar toda a verdade sobre seu passado a sua filha. 

Com um mergulho nas memorias de Claire, somos transportados novamente para 1745, quando Claire e Jamie estão a caminho da França. Em Paris, eles  frequentarão a corte de Luis XV e tentarão impedir Carlos Stuart de conseguir dinheiro para voltar à Escócia para começar uma rebelião. Fazendo isso, eles acreditam que talvez a Batalha de Culloden não aconteça.

Entre encontros secretos com um príncipe, vendas de vinho, tardes em um hospital e chás da tarde com as damas da alta sociedade, Claire e Jaime tentam sobreviver as intrigas da corte parisiense.


Minha opinião

Depois de ter amado a leitura de A Viajante do Tempo, eu estava ansiosa pela leitura de A Libélula no Âmbar. O livro anterior tinha terminado de uma maneira muito angustiante e com direito a uma surpresa, o que me deixou curiosa com o rumo dos personagens. Esse volume deu continuação a leitura conjunta iniciada com o primeiro livro, que eu e Joi, do Estante Diagonal, organizamos juntas. Confesso que ler esse segundo volume foi mais difícil que o primeiro, mas não menos prazeroso.

A escrita de Diana continua bem detalhada, porém leve e envolvente. O livro inicia bem diferente do que eu imaginava, e mais uma vez a autora faz uma longa introdução, contudo agora há uma nova situação. Há 20 anos, Claire voltou pelas pedras, e agora, depois de todo esse tempo, decide voltar a Inverness, só que acompanhada de filha, Brianna. Esse início termina deixando muitas perguntas no ar, que só vão ser resolvidas no fim do livro. Gostei muito desse modo de apresentar a história, pois fiquei cheia de teorias sobre o que podia ter acontecido.


Quem éramos nós para alterar o curso da história, para mudar o curso dos acontecimentos, não para nós mesmos, mas para príncipes e camponeses, para toda a nação escocesa?

Fiquei muito feliz em ver alguns personagens retornarem, a importância deles é significativa para o contexto de “rebelião” que a história tem. Nesse livro, o foco dos jacobitas está em conseguir dinheiro para uma possível “guerra”, deixando a trama política mais intensa e mais séria. Sem falar que com esse assunto ganhando destaque e outros lugares sendo apresentados na narrativa, o surgimento de outros personagens é inevitável. Mais uma vez, Diana apresenta personagens secundários que apaixonam ou que revoltam.

Claire e Jaime são um casal incrível, eles vão ter que superar juntos os últimos acontecimentos, e não vai ser fácil. Sem falar nos novos problemas que vão surgir, muita coisa acontece, a autora não nos poupa de sofrimento. É muito bonito ver a confiança e o respeito que eles têm um no outro. Aqueles momentos de decisões tomadas de cabeça quente ou de teimosia ainda existem e me deixaram, ora com sorriso nos lábios, ora querendo dar um sacode neles, contudo o amadurecimento dos protagonistas é visível.

Segui a mesma linha de assisti à série televisiva depois que cheguei na metade do livro e ir vendo de acordo com que eu lia. Mais uma vez posso dizer o quão perfeita ficou a série. Dessa vez, eu chorei em alguns momentos. Os novos atores mais uma vez ficaram perfeitos para cada papel. Incrível!

A Libélula no Âmbar confirma, primeiro, a grandiosidade da história que Diana construiu, e, segundo, meu amor por essa série. O livro tem um desenvolvimento mais lento, mas apresenta muitos momentos tensos e alegres. Encontrei os mesmos elementos que me fizeram amar a obra anterior. Certamente, lerei o terceiro volume, O Resgate no Mar.

2 comentários

  1. Oi, Lê,

    Talvez por conter um contexto histórico e por o livro também conter muitas páginas, pra mim, esse seria um livro cansativo.

    E, é evidente que a ação está mais presente nesse segundo livro. Tornando o livro mais instigante.

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  2. Depois de ser a resenha do primeiro livro e agora esse segundo volume só aumenta minha vontade em ler os livros também. Essa ponte entre esses dois tempos e todos os percalços gerados na tentativa de mudar os acontecimentos é inevitável quando lidamos com o tema.

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