Resenha: A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

17 agosto 2018

Título: A Viajante do Tempo
Título original: Outlander
Série: Outlander #1
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 752
Para saber mais: Skoob
Sinopse: Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?



A Viajante do Tempo é o primeiro volume da série de 10 livros, Outlander. Sete volumes já foram publicados aqui no Brasil há muito tempo pela editora Rocco. Há algum tempo a publicação da série está nas mãos da editora Arqueiro, que já publicou 6 livros, sendo que os 3 primeiros também foram lançados com capa da série de TV. Os títulos seguintes a esse primeiro são: A Libélula no Âmbar, O Resgate no Mar, Os Tambores de Outono, A Cruz de Fogo, Um Sopro de Neve e Cinzas, Ecos do Futuro e Written in My Own Heart's Blood. Os dois últimos livros ainda não tem previsão de lançamentos lá nos Estados Unidos.

Sobre o livro

Depois de seis anos de serviço durante a Segunda Guerra Mundial, o casal Claire Beauchamp Randall, enfermeira, e Frank Randall, professor universitário, resolve comemorar o fim da guerra e o fato de estarem finalmente juntos depois de tanto tempo. Sendo assim, eles resolvem fazer uma viagem de lua de mel para Inverness, uma cidade na Escócia. O local é o berço dos descendentes de Frank, que como historiador está investigando o passado de sua família, principalmente de Jonathan Randall, também conhecido por Black Jack, comandante das tropas inglesas durante os levantes Jacobitas.

Inverness é um lugar pequeno e que ainda tem muitas superstições, inclusive  seus habitantes ainda seguem alguns rituais antigos. Claire e Frank vão presenciar um desses rituais em Craig na Dun, um misterioso círculo de pedras. Claire é uma grande conhecedora de plantas e de seus usos medicinais, por isso volta às pedras para colher uma planta que viu na noite anterior. O inesperado acontece quando Claire, ao se aproximar de uma das pedras e transportada para uma Inversess de 1743.

Claire, sem compreender o que aconteceu, acorda desorientada. Ao tentar voltar para o hotel, cai nas mãos de um soltado inglês, que tenta estuprá-la, mas ela é salva, por um membro do Clã MacKenzie. A partir desse momento, ela será hóspede/prisioneira no Castelo Leoch, até que eles tenham certeza de que ela não é uma espiã inglesa. Isso e muitos outros acontecimentos vão impedir que Claire tente voltar ao presente.


Minha opinião

Sempre vi comentários positivos sobre a série Outlander, a única coisa que eu sabia da história era o fato de que Claire voltava no tempo, por isso eu sempre tive a intenção de um dia de começar a ler os livros. Foi a partir de uma brincadeira que eu e a Joi, do Estante Diagonal, resolvemos ler em conjunto A Viajante do Tempo. Uma decisão muito sábia com certeza, pois esse livro já está no meu top dez de 2018.

O mais legal em ler o livro aos poucos, um pouco em casa semana, foi superar a ansiedade de esperar pela próxima semana chegar. Conforme eu avança na leitura, minha curiosidade em saber o que iria acontecer só aumentava, tanto que terminei o livro com uma semana de antecedência, pois não aguentei deixar o final, perturbador, diga-se de passagem, para depois.

A escrita de Diana é muito detalhada, porém leve e muito envolvente. A narrativa é feita em primeira pessoa por Claire, o que fez com que eu me aproximasse muito dela. O livro tem em torno de 800 páginas, então a primeira parte, com umas 100 páginas, é dedicada a uma introdução da vida dela e do marido, Frank, em 1945. Esse início pode parecer lento, pois a autora faz uma ótima introdução dos personagens, além de apresentar informações que vão ser muito importantes para o futuro da história.

Se tem algo que Diana fez com maestria foi a construção de seus personagens. Todos, sem exceção, são cativantes e possuem personalidades bem definidas. A autora soube desenvolvê-los com calma e tudo acontece no seu tempo. É impressionante que todas as características, boas e ruins, de cada personagem, deixam eles reais e completos.


Eu mesmo posso suportar a dor, mas não aguentaria vê-la sofrer. Está acima das minhas forças.

Claire tem uma personalidade muito forte, é determinada, teimosa, dedicada e muito sensata. Ela virou uma das minhas personagens preferidas, pois ela não se desespera com anova situação apresentada, além de saber como se comportar nesse novo contexto de vida. Contudo, algumas vezes, ela age de cabela quente, o que faz com que ela pague pelos seus atos. Jaime é o homem mais charmoso e amável que já li. Seu bom humor é contagiante, e sua teimosia irritante. Ele é um homem de caráter, que luta pelos seus ideaias e pela sua família. Impossível não se apaixonar!

Alguns personagens secundários também ganham destaque e são muito importantes para a história, cada um da sua maneira, mas sempre há aqueles que se destacam, como o engraçado Angus, o leal Murtagh, o ambicioso Dougal MacKenzie, o nojento Jonathan Randall, a esperta Geillis Duncan, entre tantos outros.


A autora usa como pano de fundo uma Escócia passando por um momento difícil, onde nem todos seus cidades concordavam com o governo. Os levantes jacobitas foram uma série rebeliões nos reinos da Inglaterra, Escócia e Irlanda ocorridas entre 1688 e 1746. Elas tinham como objetivo recolocar Jaime II de Inglaterra, e mais tarde os descendentes da Casa de Stuart, no trono após este ter sido deposto pelo Parlamento durante a Revolução Gloriosa.

Eu assisti à série televisiva e só posso dizer que ficou perfeita, há mudanças muito pequenas, poucos detalhes. Alguma falas são tão iguais que chegam a arrepiar. Os atores que fazem cada papel ficaram incríveis e serviram perfeitamente para cada papel. Eu vivia a história quando lia e novamente quando assistia. Foi incrível!

A Viajante do Tempo é a minha leitura mais feliz do ano. O livro me surpreendeu por sua construção de personagens e com uma trama política bem apresentada dentro da história. Sem falar na boa dose de aventura e no romance arrebatador. Provavelmente uma série que lerei todos os livros.


3 comentários

  1. Oi, Lê,

    Realmente, toda essa introdução da vida dos personagens acaba sendo necessária para a compreensão do leitor. Então, os outros elementos - além do romance em si - também explorados formaliza um cenário bem mais trabalhado.

    Enfim, essa é uma série que eu não sei se algum dia irei ler, apesar de querer. É muito extensa... Talvez eu acabe assistindo a série mesmo.

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  2. Quero muito ler estes livros que estão na minha lista de leitura que só aumenta, ainda não assisti a série pois quero ler os livros antes.
    Adorei a sua resenha.
    Abraços!

    www.vancarlos.com

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  3. Essa série é uma das que eu sempre quis ler. Também não assisti a série, pois queria fazer a leitura primeiro. É muito bom saber que a construção dos personagens é feita com perfeição, nada pior quando não acreditamos naqueles que deveriam nos guiar pelo enredo. Escócia é um cenário maravilhoso. É muito bom que a adaptação foi bem fiel à obra.

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