Resenha: A Senhora dos Mortos - Rodrigo de Oliveira

17 setembro 2018

Título: A Senhora dos Mortos
Série: As Crônicas dos Mortos #3
Autor: Rodrigo de Oliveira
Editora: Faro Editorial
Ano: 2015
Páginas: 278
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Um ser humano dotado de um dom extraordinário, ao ser contaminado por zumbis, se transforma no maior flagelo da humanidade. Sua memória, dos últimos momentos humanos, está mais viva do que nunca. E, agora, tudo o que ela quer é vingança e destruição. Aqui se desenrola a jornada de uma líder do mundo zumbi, formando o seu exército a partir da cidade de Canela, e atacando os focos de resistência em Porto Alegre rumo à São José dos Campos. E, a cada lugar por onde passa, cresce o número de seguidores. Assim começa uma vertiginosa corrida contra o tempo para impedir que sua força se torne indestrutível, decretando o fim dos humanos na Terra. Aqui os sobreviventes do apocalipse zumbi tentarão coordenar uma ação conjunta para tentar descobrir algum ponto fraco e destruir A Senhora dos Mortos antes que seja tarde demais. Se lutar contra bandidos bem armados em A Batalha dos Mortos foi tenso, aqui você vai descobrir o que é enfrentar um ser dotado de poderes para destruir o que restou de uma terra já arrasada.



A Senhora dos Mortos é o terceiro volume da série As Crônicas dos Mortos, do autor brasileiro Rodrigo de Oliveira. A saga conta com mais 5 volumes: O vale dos mortos (resenha aquiA Batalha dos Mortos (resenha aqui), A Ilha dos Mortos, A Era dos Mortos Parte 1 e A Era dos Mortos Parte 2. Além desses livros, a série contém um livro extra, Elevador 16 (resenha aqui), uma novela que vai mostrar o que aconteceu com 16 pessoas que ficaram presas num elevador no momento em que o mundo inteiro caiu.

Sobre o livro

Jezebel, a irmã de Isabel, que estava em Canela, agora é um zumbi com poderes psíquicos consumida por um ódio demoníaco. Com a convicção de matar Ivan e se vingar pelo abandono, ela parte em direção a São José dos Campos, destruindo qualquer coisa que ela encontra pela frente.

Procurando aumentar ainda mais a comunidade e as condições de vida, Ivan faz uma aliança com o Coronel Fernandes e os quartéis do Sul do país, com o intuito de se ajudarem mutuamente. É nesse contexto que entra em cena Marianna, personagem do livro Elevador 16, a filha do Coronel é enviada ao Condomínio Colinas para tomar o lugar de Estella, que está enfrentando uma gravidez de risco e ajudar Ivan com o estoque de materiais.

Dentro do condomínio, existem algumas pessoas difíceis de controlar, como é o caso de Fábio Zonatto, um dos melhores atiradores de elite, depois de Estela. Esse tipo de problema piora ainda mais quando Ivan recebe uma chamada no rádio da Senhora dos Mortos dizendo que eliminou um de seus aliados e está indo em sua direção.


Minha opinião

Por estar praticamente maratonando a série, iniciei esse volume quase que instantaneamente após terminar Elevador 16. Comecei a ler empolgadíssimo com a Super Vilã Jezebel e sua sede de vingança, mas admito ter perdido um pouco o encantamento ao longo dos acontecimentos. O principal motivo foi um determinado momento em que Jezebel e Ivan estão conversando via rádio e simplesmente do nada ela conta todos os seus planos e a sua maior fraqueza/ medo. Mesmo assim, o autor continua de parabéns, ele consegue mesclar diversos fatores sem fugir do foco principal de toda a saga.

Gostei muito da construção dos personagens novos, Jezebel, uma zumbi que consegue arremessar e destruir coisas apenas com o poder da mente é simplesmente incrível, uma vilã de dar inveja em qualquer autor. Consumida por um desejo mortal, ela parte em direção ao Condomínio Colinas em busca de um objetivo bem diferente do que eu imaginava durante a leitura. Outro personagem que foi introduzido nesse volume foi o atirador de elite, Fábio Zonatto, um homem misterioso e neurótico que praticamente enlouquece depois de presenciar uma tragédia com sua família, no dia em que o apocalipse zumbi começou.


- Meus amigos, a luta pela sobrevivência tem que conhecer alguns limites. Nós não podemos nos transformar em monstros apenas porque estamos com medo; Pensem bem nisso.

O autor encerra a história com algumas perguntas sem respostas e deixa pontas soltas para o próximo volume. O que na minha opinião prejudicou um pouco a conclusão do livro.

A Senhoras dos Mortos é, na minha opinião, o melhor livro dos quatro que li da série até agora. O autor cria uma super vilã e explora um outro tipo de ameaça, o sobrenatural, sem fugir do foco principal que são os zumbis e sem deixar de lado um assunto sempre abordado na série, que em meio a um mundo caótico e cheio de zumbis, muitas vezes, os humanos ainda são o maior perigo.



5 comentários

  1. Oi, Guilherme,

    Vemos que esse volume está também provido de bastante acontecimentos, o que claramente causa apreensão até mesmo nos leitores conforme o desenrolar dos fatos.

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  2. Oi, Guilherme!
    Já tinha lido resenhas sobre a série As Crônicas dos Mortos mas confesso que não me interesso em lê-la, é que não curto histórias com zumbis... Mas como uma leitora de livros nacionais desejo todo sucesso ao Rodrigo de Oliveira! Abraços.

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  3. É legal o autor inserir outros elementos para deixar o enredo mais dinâmico e criativo. Também gostei da zumbi com poderes psíquicos, bem diferente e assustador isso. Eu não curto quando o livro deixa muitas pontas soltas para o próximo volume. Acho que uma abertura já basta.

    Evandro

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  4. Adoro livros únicos, então quando vejo uma série e ainda mais com um tema que não sou muito fã, eu acabo não tendo quase nenhum interesse em conhecer. Ganhei Elevador 16, tentei ler umas três vezes, mas por alguma razão a leitura não ia para a frente. Pode ser que seja por fazer parte da série ou não, realmente não sei. Não sou muito de assistir coisas de zumbis. Desejo muito sucesso para o autor, aliás, com vários livros assim, deve estar fazendo sucesso mesmo.

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  5. Já dei duas chances para essa série mas é realmente uma leitura que eu não vou me obrigar a ter novamente não me dei bem com primeiro livro mas pelo fato do autor ser Nacional quis dar uma segunda chance e fui para o segundo livro mas foi decepções atrás de decepções não consegui engatar na leitura e as situações me davam raiva

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