Resenha: A Guerra que me Ensinou a Viver - Kimberly Brubaker Bradley

05 novembro 2018

Título: A Guerra que me Ensinou a Viver
Título original: The War I Finally Won
Série: A Guerra que Salvou a Minha Vida #2
Autora: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide Books
Ano: 2018
Páginas: 280
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço. Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade? 


A Guerra que me Ensinou a Viver é o segundo volume da duologia A Guerra que Salvou a Minha Vida. O primeiro livro, A Guerra que Salvou a Minha Vida (resenha aqui), foi publicado ano passado. Na saga, vamos acompanhar a incrível história de Ada e de como a Segunda Guerra Mundial transformou a sua vida.

Sobre o livro


Depois dos últimos acontecimentos na vida de Ada, ela está prestes a fazer a sua sonhada cirurgia no pé. Contudo seu destino não é claro para ela, por isso, até finalmente conversar com Susan e compreender o que acontecerá com ela e com o irmão, Ada sofre calada por um futuro incerto.

Depois de uma cirurgia de sucesso e com a certeza que ficará com Susan, outros desafios terão que ser enfrentados, ela terá que dividir sua nova moradia com duas pessoas inesperadas, Lady Thorton e uma menina alemã. Assim, Ada terá que aprender a lidar com os novos sentimentos que ela não sabia que existiam.


 Minha opinião

A Guerra que Salvou a Minha Vida foi um dos meus livros favoritos de 2017. Eu amei muito a história da Ada e de como ela se tornou uma criança “de verdade”. Foi uma surpresa para mim ver que a autora lançaria a continuação, pois o livro anterior terminou com a história bem fechadinha, apesar do modo como acabou. Inclusive, na época, eu pensei que o livro merecia muito uma continuação. Por isso, fiquei super feliz em reencontrar Ada, Jamie e Susan.

Depois dos últimos acontecimentos na vida de Ada e com a perspectiva de uma vida com mais qualidade, pois Ada está prestes a fazer a cirurgia para colocar seu pé no lugar,  encontramos, logo no início, aquela menina insegura e cheia de medos do primeiro livro. O que é normal e esperado, visto tudo que ela passou com sua mãe. Além disso, a morte de sua mãe trouxe mais dúvidas e inseguranças sobre seu futuro, que está para ser transformado mais uma vez. Mas esse não é o foco da narrativa, a autora vai além ao trazer para dentro da casa e da vida de Ada uma menina Alemã.


Kimberly mostra duas realidades diferentes e que foram presentes durante a guerra. A primeira é a consequência de uma grande guerra na vida das pessoas comuns, como elas precisam se adaptar às dificuldades, como a falta de comida e o medo constante de ataques e invasões. A segunda é a realidade de pessoas que são consideradas “inimigas” em tempos de guerra. Ao ser obrigada a aceitar uma alemã dentro de casa, Ada é questionada a todo momento se deve condenar todo e qualquer alemão pelo que está acontecendo.

Ada é uma menina incrível e encantadora. Eu me apeguei muito a ela no primeiro livro e por isso tenho um carinho enorme por ela. Ainda vemos ela resistindo ao amor de Susan, e isso é, com certeza, reflexo do modo como sua mãe a criou. Ada estava muito mais segura sobre a sua imagem no livro anterior, contudo, com a cirurgia do pé, algumas inseguranças voltam à tona, com isso ela deixa de acreditar em si mesma em alguns momentos. Sua inocência é cativante, e seu amadurecimento é gradual e visível.


Eu não diria à Susan que a amava, mesmo achando que fosse verdade. As palavras podiam ser tão perigosas e destrutivas quanto bombas.


Jamie está mais fofo e esperto do que nunca, muitas vezes são as falas dele que ajudam o ar da casa a “melhorar” ou a própria Ada a ver as coisas de um modo diferente. Susan continua lutando suas guerras internas, contudo está mais certa do que nunca sobre seu amor por Ada e Jamie. Também, vamos conhecer melhor Lady Thorton e seus sentimentos em relação ao marido e a filha.

Além disso, conhecemos Ruth. Judia e Alemã, ela mostra o outro lado da guerra, pois também sofre com tudo que está acontecendo e com a discriminação por ser considerada uma inimiga. Rapidamente eu gostei dela, visto que ela também é uma criança, que está em uma casa estranha e longe dos pais, sendo julgada constantemente. Muitas vezes, ela se posiciona sobre o que pensa da guerra que está destruindo e matando muito, inclusive o seu povo.

Kimberly conseguiu dar uma ótima continuidade à narrativa, parecia que eu estava lendo o mesmo livro de antes, como se eu nunca tivesse parado de ler a história de Ada. A escrita da autora é muito leve, fluida e carregada de sentimentos, eu fiquei, mais uma vez, muito envolvida com a história. Os capítulos são curtos, o que deixa a narrativa muito rápida.

A Guerra que me ensinou a viver encheu meu coração de alegria! Uma história muito sensível, que mostra que o amor, a confiança e a empatia constroem uma família e uma grande amizade, além de ajudar a superar os nossos medos. 


Um comentário

  1. Oi, Lê!
    Confesso que a trama de A Guerra que me Ensinou a Viver não me interessou, não fiquei curiosa para conhecer mais sobre a história de Ada, talvez porque a história envolve guerra e sinceramente livros sobre guerras - antes, durante ou depois - não faz o meu estilo de leitura... Por isso eu não leria esse livro. Abraços!

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