Resenha - O Buraco da Agulha - Ken Follet

14 dezembro 2018

Título: O Buraco da Agulha
Título original: Eye of the Needle
Autor: Ken Follet
Tradução: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 336
Para saber mais: Skoob
Livro recebido em parceria com a editora.
Sinopse: O ano é 1944. Os Aliados estão se preparando para desembarcar na Normandia e libertar os territórios ocupados por Hitler, na operação que entrou para a história como o Dia D. Para que a missão dê certo, eles precisam convencer os alemães de que a invasão acontecerá em outro lugar. Assim, criam um exército inteiro de mentira, incluindo tanques infláveis, aviões de papelão e bases sem parede. O objetivo é que ele seja fotografado pelos aviões de reconhecimento germânicos. O sucesso depende de o inimigo não descobrir o estratagema. Só que o melhor agente de Hitler, o Agulha, pode colocar tudo a perder. Caçado pelo serviço secreto britânico, ele deixa um rastro de mortes através da Grã-Bretanha enquanto tenta voltar para casa. Mas tudo foge a seu controle quando ele vai parar numa ilha castigada pela tempestade e vê seu destino nas mãos da mulher inesquecível que mora ali, cuja lealdade, se conquistada, poderá assegurar aos nazistas a vitória da guerra.


Sobre o livro

Henry Faber é um espião alemão da mais alta confiança de Hitler, que está infiltrado há muitos anos na Inglaterra enviando informações para a Alemanha. Em um certo momento, ele acaba sendo descoberto pelo investigador Fred Bloggs e pelo historiador Percival Godliman, ambos do MI5. Os dois começam a investigar e ir atrás de cada passo que o assassino dá, porém, cada vez que se aproximavam, Faber mostrava-se mais inteligente e perspicaz.

Em meio a esse jogo de gato e rato, Faber acaba descobrindo um lugar muito suspeito, com aparatos de guerra, simulando um campo de batalha. Ele tira fotos do local, depois de passar por vários situações, rouba um barco e parte ao encontro do submarino alemão que o levará diretamente a Hitler.

Em meio a uma tempestade, ele perde o controle da sua embarcação e acaba naufragando em uma ilha, lá conhece Lucy Rose, uma mulher casada com um homem que não lhe dá a mínima. O que Faber não espera é que essa mulher simples, pode mudar o rumo da guerra.


Minha opinião

Inicialmente, achei que seria uma leitura pesada e cansativa, levando em consideração o tamanho da fonte pequena e do preenchimento das páginas.  Acreditei que sofreria para ler as 336 páginas, mas isso durou pouco, precisamente só até eu terminar o primeiro capítulo.

Os personagens são bem construídos, e suas histórias são muito bem desenvolvidas, mostrando o lado humano de cada um. Uma ressalva para o caso de Lucy, que na minha opinião, é a personagem que mais conhecemos a fundo, pois acompanhamos seus desejos, temores, anseios e, consequentemente, suas atitudes.

Parou junto à janela riscada de chuva, olhando a água em fúria, até que ouviu a porta do banheiro se abrir. Depois vestiu a parte de cima do pijama e foi fazer a barba. usou a navalha de David, sem permissão. Agora isso não parecia importar.

A Segunda Guerra Mundial não é o tema principal do livro, pois a história gira em torno de Henry Faber. Contudo a narrativa não é focada especificamente nesse personagem, os capítulos variam entre três núcleos narrativos, o dos investigadores Frederick Bloggs e Percival Godliman, o de Lucy Rose e o do espião alemão. Essas mudanças ocorrem de um jeito bem fluído e gostoso que me prendia e aumentava cada vez mais minha curiosidade sobre o desfecho da trama.


O livro tem um epílogo simplesmente incrível, com um desfecho inesperado que “resolve” algumas pontas que ficam soltas ao longo da história. Contudo nem tudo foi excelente, um ponto negativo, que acho necessário destacar, é sobre a diagramação do livro, achei vários erros de português durante a leitura, o que me tirava um pouco o foco na história.

O Buraco da Agulha foi uma leitura que certamente está entre as melhores do ano, com uma trama envolvente digna de filme, ela mescla muita ação, uma caçada humana emocionante com uma pitada de romance para agradar todos os gostos.


3 comentários

  1. Oi Gui,
    Há um certo risco em abordar o tema como a Segunda Guerra Mundial, pois por mais o livro seja uma ficção, a humanidade vivenciou tal situação, algo que marcou para sempre a história do mundo. Só uma mente como a de Ken Follett correria tal risco na época e ainda bem que isso ocorreu, pois quando uma história com tanto potencial assim surge é necessária sua publicação. O buraco da agulha vai além da guerra e explora o caminho da espionagem por diversos ângulos. Lucy é, sem dúvidas, a personagem que mais chama atenção, pois sua vida, eu diria comum, terá uma mudança nem um pouco previsível para uma mulher naquela época. Gostei muito de receber tal indicação, pois a temática não é uma a qual estou acostumada acompanhar, mas que sempre me desperta certo interesse.

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  2. Oi, Gui!
    Eu tenho bastante preguiça de ler livros em que a fonte é pequena, acaba que se torna uma leitura bem cansativa pra mim.
    Sobre o tema, nunca li nada a relacionado a este período, mas é por falta de oportunidade mesmo. Quando me surgir tempo e dinheiro, acredito que há chances de ser um novo tema a se explorar.
    Beijos!

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  3. Eu me lembro do lançamento desse livro que eu não dei muita importância a essa obra do do autor apesar de reconhecer alguns livros dele e ser muito fã na verdade eu não fiquei tão empolgada neste novo lançamento Mas eu andei vendo umas resenhas que mudaram completamente a minha opinião E pelo fato do livro se passar na segunda guerra mundial me chama mais atenção ainda

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