A Rebelde do Deserto - Alwyn Hamilton

12 janeiro 2019

Título: A Rebelde do Deserto
Título original: Rebel of the Sands
Série: A Rebelde do Deserto #1
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Ano: 2016
Páginas: 283
Para saber mais: Skoob
Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.  Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.


A Rebelde do Deserto é o primeiro livro da trilogia que leva o mesmo nome. O segundo, A Traidora do Trono, e o terceiro, A Heroína da Alvorada, também já foram publicados no Brasil pela editora Seguinte. A trilogia também conta com um e-book de contos, Contos de Areia e Mar.

Sobre o livro

Amani Al’Hiza tem 17 anos e mora na casa do tio, em Vila da Poeira. O que ela mais deseja em sua vida é ir embora para Izman, a capital do deserto de Miraji. Contudo, esse seu objetivo pode ser o mais difícil de sua vida, pois ela não tem dinheiro para fugir. Além disso, seu tio está cogitando se casar com Anami  depois que o período de luto que Anami está passando pela morte da mãe acabar.

Sendo assim, Amani veste-se de menino, sai no meio da noite e vai para um campeonato de tiro tentar ganhar o prêmio em dinheiro que é dado ao vencedor da competição. Lá ela ganha o apelido de Bandido dos Olhos Azuis e conhece um estranho forasteiro. Os dois vão armar uma pequena confusão, e Anami se vê voltando para casa sem dinheiro e sem esperanças. No dia seguinte, ela descobrirá que o forasteiro está sendo procurado pela guarda. Ao que tudo indica, ele faz parte dos grupo que apoia a revolução e está ao lado do Príncipe Rebelde Ahmed.

Mas o inesperado acontece quando o mesmo estranho aparece na loja que Amani trabalha. Assim, quando tudo parece estranho o suficiente, ela vê finalmente a sua chance de ir embora da cidade surgir. Mesmo sem saber nada sobre o forasteiro, Amani foge com ele galopando num cavalo mágico e com o exército do sultão atrás deles. Essa decisão mudará sua vida para sempre!


Minha opinião

Em 2016, eu li pela primeira vez A Rebelde do Deserto. Lembro que gostei muito da leitura. No final de 2017, com o lançamento do terceiro livro a heroína da alvorada, resolvi dar continuidade à trilogia. Contudo só fui ter tempo nesse ano, sendo assim resolvi reler o primeiro livro para ler a trilogia completa no mesmo mês. Minha decisão de reler o primeiro livro foi muito sabia, pois lembrei de fatos que eu tinha esquecido e de como essa história é legal.

A primeira coisa que preciso comentar é sobre o mundo criado pela autora. Eu nunca tinha lido nada que se passasse no deserto e simplesmente amei tudo que foi apresentado aqui.  O deserto é um lugar difícil de se viver, sem falar que não é um dos melhores lugares para uma mulher, pois estamos falando de um mundo com uma cultura árabe, na qual as mulheres não têm escolhas. Alwyn Hamilton usa de lendas e histórias do folclore árabe e apresenta os seres mágicos da obra, seres primordiais e djinnis.

Apesar de tudo, aquele era o melhor plano à mão. Ele parecia conhecer Miraji melhor do que eu. E eu estaria mentindo se dissesse que não queria continuar perto dele. E mentir era pecado.



Outro ponto positivo na história são os personagens, eu amei todos eles. Amani é incrível, ela não aceita muito bem as regras absurdas do lugar onde vive. Órfã e vivendo numa casa quer não quer, ela é uma mulher forte e determinada. Como mora em um lugar que tem uma fábrica de armas, ela sabe atirar como ninguém, e vamos ver ela em ação em muitos momentos. Além disso, ela se mostra ótima em fugir e lidar com as situações que aparecem.

Jin é um amor só, misterioso e cheio de convicção, ele se revela um grande amigo. Há um toque de romance no livro, mas é tudo tão sutil que me fez querer ver mais do que a autora mostra. Adorei que esse elemento ficou em segundo plano, acredito que a autora vai trabalhar esse casal com calma. Não posso esquecer dos dos personagens secundários, que encantam desde o momento em que aparecem, eles têm história e não estão no livro a passeio. Já consegui gostar de alguns, espero ver mais deles nos próximos livros da trilogia.

Uma nova alvorada. Um novo deserto.

A narrativa em primeira pessoa tem o foco em Amani, sendo assim me aproximei muito dela. A escrita da Alwyn Hamilton é muito leve, envolvente e segue um ritmo continuo, não dá vontade de parar de ler. A parte política é muito interessante e vai sendo apresentada aos poucos, porém a autora deixou muito para ser desenvolvido no segundo livro, acredito eu.

A Rebelde do Deserto é com certeza uma das melhores fantasias que já li, estou muito feliz em ter encontrado esse mundo. A trama política bem elaborada, as ótimas cenas de ação, os incríveis personagens e as grandes surpresas, fizeram de dessa uma das melhores fantasia que já li. Fechei o livro com vontade de quero mais. O segundo livro promete!


3 comentários

  1. É sempre muito bom pegar esses livros com temáticas diferentes do que estamos acostumados a ler. Fiquei super curiosa com esse livro, por toda ação que parece ter e também por se passar no deserto. Esse mundo árabe, apesar dos pesares, é um mundo que me encanta.

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  2. Li a Rebelde do deserto no ano passado e amei! Mas ainda não li a continuação dele. É uma temática bem diferente, uma fantasia cheia de coisas legais.

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  3. Oi Lê,
    Quero muito ler este livro, pois a autora propõe uma fantasia focada na cultura árabe com um cenário e personagens bem diferentes dos que estou acostumada a ler nos livros. Pelo que li em sua resenha, o livro não trará só elementos fantásticos, mas sim, uma combinação de ficção e realidade. A protagonista passará por situações que toda mulher poderia passar em algum momento da vida, independente de sua nacionalidade ou cultura, mas a cultura e tradições árabes trazem um peso maior para esta trama. Amani tem um longo caminho a percorrer e gosto que a autora tenha deixado bons ganchos para a sequência. Sobre a parte gráfica, só tenho a parabenizar a editora, pois esta edição está linda!!

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